“Paidéia”

C’o mal dos outros
De perto ou longe
Não se nos aflige
Viver de trocos!

Mas esconjuramos
O pobre e forte
Pois tendo porte
É rico ao menos!

E por mesquinho
Qu’é este povo
Tudo o qu’é bravo
É mau vizinho…

Somos poupados
E cumpridores!!
Outros? Traidores
Desses “Tratados”!

Temos dinheiro
No Multibanco!!
Não há, portanto
Défice financeiro!

Não temos filas
Pr’a sacar o guito
E o grego, aflito
Só tem o Tsipras!

De cofres cheios
Estamos em grande!
Aqui há quem mande!
Não há mais receios…

Olhamos de lado
O grego europeu
Que do apogeu
Está ultrapassado!

E somos ricos
Se se comparar:
Vamos pagar!!
Não somos líricos!

E já temos crédito
P’la Europa fora
C’o juro de mora
É benemérito!!

Tantos expertos
Em Portugal
Que falam mal
Por estarem “certos”!

Falam do grego
Qu’é suicida
Pois dão a vida
Em vez do prego!

E sobreviventes
No continente
Tomam-se gente!?
Não indigentes…

De “barriga cheia”
Vai a nação…
E a aberração
É a “Paidéia”?

Raphael-Plato-and-Aristotle

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Posted on 7 de Julho de 2015, in Europa, Governo, Grécia, Paidéia, Política, Portugal and tagged , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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