Sentido de voto

(Habituei-me há muito
A pensar por mim…
Não embarco, assim
No pensar fortuito!

Não sig’a regra
Do convencionado
Em qu’o pensar é dado
Pela própria entrega…

Nem a conveniência
Do pensar d’outrem
Onde mais ninguém
Tem a inteligência!

Ou seguir a cartilha
Do instituído
Do qu’é sugerido
P’lo cabecilha!?)

“Ter na unanimidade
O meu salvo-conduto!
E ter-me resoluto
À “democraticidade”!

Pois se muitos votam
Par’o mesmo lado
Eu estou enganado…
E s’eles me notam?

Ou então votar
Ao sabor do vento
Mudando a tod’o tempo
Essa mão no ar…

Conforme a ocorrência
E o sentido geral
Eu voto igual…
Pr’a dar abrangência!?

E s’as propostas
Forem contraditórias
Eu faço “moratórias”…
Só me vêem as costas!!

E se não entender
O que está em causa
Faço outra pausa…
Pr’a ninguém me ver!!

E depois lá surjo
De voto na mão!
É d’abstenção!?
Qu’eu não m´arrojo!!

Parecer diferente
Onde somos iguais?
Ter por ideais
Onde não há gente?

Parecer um pária
À frente da classe?
E qu’ao voto desse
Uma razão sectária?

Assumir de pleno
As minhas convicções?
Contr’as multidões
O mundo é pequeno…

Por isso não voto
A não ser na onda!
E s’alguém me sonda
Todo eu me “corto”!!

Não quero aderir
A não ser ao “certo”
Qu’o “fim” está perto
E eu não quero ir!!

Quero ser igual
Para tod’o sempre!
E votar c’a mente
Sem pensar em tal!!

Quero ser radical
Mas tão só por moda
Que tal “incomoda” (mas)
Só com’um “Juvenal”!

Qu’eu sou satírico
Na crítica social
Um “dom natural”
Do meu panegírico!!

E saio popular
Na minha “política”
Tenho “massa crítica”…
Para quê pensar?”

(E nisso m’ausento
Não por indecisão
Pois a votação
Está tomada ao tempo!

Pois por radicais
Tomámos por inimigos
Aliados antigos…
Por questões banais?

Este rompimento
Não nos vai ajudar
C’a Central é Par
E parceiro ao tempo…

Em lutas antigas
Em refregas recentes
Quantos dirigentes
Não foram em intrigas?

E o que nos apraz
Na recente luta
Mais uma disputa
Que bem não nos traz?

Ficarmos sós
É a solução?
Sem a União
O que virá, após?

Temos o orgulho
Como valor absoluto?
Se só por ele luto
Porquê tanto barulho?

Temos mais a perder
Se votarmos à saída
Qu’a razão sugerida
Não tem forma do ser!

O valor institucional
Deve prevalecer!
Não podemos ceder…
À pressão conjuntural!!

Não corramos ao acto
A votar por simpatia…
Qu’a emenda seria
Pior qu’esse facto!

Têm por radical
O nosso sindicato
E se desse pacto
S’afastar igual?

Temo pelo futuro
Como tod’a gente…
Mas a luta dá frente
Num passo inseguro?

E se somos poucos
Não fiquemos menos
Ainda somos “pequenos”
Pr’a ficarmos trôpegos!

O futuro espreita
Nestas decisões
E nunca vi cisões
A expandir “receita”!

Por isso quem pensa
Que faça votação!
Qu’eu digo NÃO!!
Ainda que não vença…)

Tap

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Posted on 6 de Março de 2015, in AE and tagged , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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