Quasimodo

Eu sei qu’o calor é intenso
E o mesmo aquece-te a cuca
E no jantar quem t’escuta
Vê-te de semblante tenso
 
Andas nervoso e falas
C’o clima é de relaxamento
Tens plateia nesse momento
Palras e não te calas!
 
O clima é convidativo
C’o “chefe” ali ao lado 
E nisso sentes-te apoiado
No seu acervo assertivo
 
Falas das “qualidades”
Desses teus colegas 
Que tu como exemplo, empregas
Nas tuas “cordialidades”
 
O ar que está quente, esquenta 
Na tua conversa porca
E a mesa que te rodeia, entorta
P’lo cheiro que não s’aguenta!
 
Cheiras mal que tresandas
Cada vez qu’abres a boca
Fecha-a que ninguém te ouça
Qu’o cheira cheg’a estas bandas!
 
E seja no Brasil ou Venezuela
No Rio ou em Caracas
Em Nova Iorque é que se safas!
Pr’a ti sai à bagatela!
 
Por isso mantém-te calado
Para ver s’o cheiro se dissipa 
Enquanto não cheg’a justiça…
E o Inverno, pr’a estar constipado!
 
Que quando chegar o frio
Depois do Verão advindo
Veremos s’o cheiro foi findo
Ou continua a’lastrar bafio!
 
Pois político com escola católica
Tem qualidades a dobrar:
Uma boca para comungar 
E a palavra tomada por cólica!
 
E na proficiência do método
O Cura confessa-se inocente 
É político e nunca mente!
Ou não se chamasse Quasimodo!
 
Quasimodo (versão coelho)

Quasimodo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Posted on 8 de Maio de 2014, in Palhaçadas, Poesia and tagged , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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