A crueza da verdade

“Quem não desiste, nunca desiste!”
Diz-nos a verborreia ambulante
Em prol de quem, embuste?
P’las populações, actuante?
 
Vai par’a escola, rapaz!
Vai aprender a escrever
Faz-te homem capaz!
Pensas a quem, convencer?
 
Aos teus apaniguados?
Aos da tua “Juventude”
Com processos alaranjados
Pensas ter a plenitude?
 
Com fugas par’a frente?
Escondendo c’uma mão
O que fizeste d’indecente
Por campanha de difamação?
 
Pensas que escapas impune
Às regras dessa  Justiça?
Qu’um covarde não assume
Por convénio de política?
 
Achas qu’escondendo te safas?
Que bloqueando, denegas?
Pensas qu’os anais, empatas
E nesses processos, não pecas?
 
Achas-te c’o estatuto maior?
Pensas que vou desistir?
E que por político, o pior
É na audiência anuir?
 
Que tenhas, pois, mil votos!
Que rejubiles na glória!
Que tenhas milhões de devotos
Que sejas o maior da história!
 
Que sejas, pois, laureado!
Que Presidente sejas eleito!
Que paires acima do estrado
Que se tenha em ti tal feito!
 
Qu’eu me manterei impávido
Convicto da tua inocuidade
Sabendo-te um garoto esquálido
A quem deram essa (ir)responsabilidade!
 
Que neste pobre país, é obra
Qu’um fedelho sem princípios
Se prepare em tal manobra
A “favor” dos municípios?
 
A ditadura partidária 
Que permite tal afronta
Não se tem por libertária
Mas tão só, por si se conta!
 
E o carácter, a verdade?
Onde consta em tais processos?
Que com tal “liberalidade”
Não t’assaquem por conexos?
 
Qu’a estrutura do partido
Ao conhecer tal falácia
Se pretenda por unido
Numa campanha “plácida”?
 
Que s’esconde nos perfis
Que bloqueie por sistema
Que se feche nesses ardis
Demonstrand’o estratagema!?
 
E que nisso acuse outrém
Nas regras da boa gestão?
Como pode esse alguém
Mandar pedras, escondend’a mão?
 
E “próximos” das populações 
Se proclamam os democratas
Que nunca desistem, Sansões!
Só se escondem nas bravatas!
 
De peito firme, convicto
Escrevo e reafirmo’a versão
O candidato está aflito
Pois sabe-se em contradição!
 
Com denúncias mentirosas
Contr’a quem o não julgava
Capaz de lutas “grandiosas”
Por um tempo que não contava!
 
Fácil era quando estav’em poleiro
A mandar as suas atoardas
Num registo costumeiro
De comunicados e outras farsas!
 
E nã’o bastando esse registo
Tratou ainda de processar
Num “processo” tão benquisto
Qu’a calúnia vai confessar!
 
E não restand’os processos
Ainda lhe foi ao computador
Ver os passos, os seus textos
Pr’a forçá-lo como autor!
 
É pois pródig’a conduta
Desse candidat’a presidente
Qu’o registo dessa “luta”
Nã’o deixará indiferente!
 
Pois, que saia à “rua”
Que respire bem esse ar…
Qu’a verdade nua e crua
Não sairá do seu lugar!
 
ANALFABETO_POL_TICO_01
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Posted on 30 de Agosto de 2013, in Palhaçadas, Poesia and tagged , , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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