Paradeiro

Foi descobert’o paradeiro
Desse coelho perdido
Que visto no estrangeiro
Reencontrou-se no partido
 
Tinha-se perdido, sindicante
Nuns estúdios de televisão
Agora voltou militante
A postos par’a eleição!
 
Quer ser Presidente!
Da Assembleia “Geral”
Um quase arqui-docente
Desse percurso sindical
 
Que nos deixou à deriva
Nos custos desse passivo
Da política, só a que criva
O seu ganho excessivo!
 
Qu’ainda não devolveu
Pois pagou-se justamente
Político que faz jus ao “seu”
É querido por tod’a gente!
 
E muitos bem o conhecem
No reino d’aviação
Que perda, s’o elegem
Quanto choro e comoção!
 
Que perda se vai sofrer
Um sindicante de categoria
Um aviante d’estarrecer
Perdido nesta carestia
 
Qu’e é a função d’Estado
E as eleições deste infortúnio
Como acreditar neste legado
Com gente dest’a escrutínio? 
 
Que guinch’a sua razão
Em peças processuais
E no facebook é a sensação
Em calinadas gramaticais!?
 
Que verborreia vamos eleger
Pra Presidente desse órgão?
Se só serve pr’a entreter 
As massas c’o seu “gagómetro”!?
 
E por oportuno se tem
Na  sua vida política
Sempre nesse vai-e-vem
Não pode ter massa crítica
 
O que vale é qu’é descartável
Sem hipóteses d’o vencer
Que mundo esse admirável
Huxley, voltari’a escrever!
 
Um coelho na presidência!
Orwell far-se-ía imortal!
 Os porcos fazem-lhe continência
 Na célebre quinta animal!
 
E agora que foi reencontrado
Provindo de Nova Iorque
Coelho? Só se for estufado
Tirando-lhe esse gosto torpe!
 
E pois, lá vamos a votos!
O qu’eu gosto dessa fotografia
Sorriso de tantos devotos
É acólito dessa freguesia!
 
Onde ensinou, catequizando 
Crianças nessa tenra idade
O mundo que se vai formando
Em cabeças desta “orfandade”!
 
Um mundo tão cheio de santos
D’Imagens tão resplandecentes
Um sacristão de tantos encantos
Convertendo tantos novos crentes!
 
Eu voto nele, seguramente
É isto a Democracia!
Critico, mas tenho presente
Tanta “bondade” por essa via
 
Um quase-padre no aparelho
Dá sempre jeito para rezar
Na Política, val’o Evangelho
E nessa prática, o confessar
 
E quem pode confessar
Os seus crimes perfeitos
Livrando-se nesse novo orar
De caminhos menos escorreitos
 
Tem a consciência pura
A palavra beatificada
O seu crime, não perdura
A alma está purificada
 
Coelho que se quer no poder
Tem que se manter bem limpo
O qu’interessa é ascender
Com’os Deuses ao Monte Olimpo!
 
Por isso, mesmo com defeitos
Humanos, como tod’a gente
Encontra-se nesses eleitos
Ascendendo, tão diligente…
 
Ganhou essas asas d’anjo
Do convívio c’o sobrenatural
Eleito, vai ser o Arcanjo
Que salva todos por igual!
 
E Presidente, vai-nos deixar
Nesse mandato crível 
Oremos, não vá Deus deixar
O coelho tornar-se elegível! 
 
Mas a sentença divina
Já pôs os cartazes na rua
Que mais se pode pôr em rima
Se não esta tristeza crua?…
 
Foi descobert’o paradeiro
Desse coelho bem nascido
Andava de traje costumeiro
C’as cores desse seu partido!
 
E reencontrado que foi
Quase às portas do hemiciclo
Aos Deuses, oferendo um boi
Não vá o caso dar-se por perdido!
 
E esta minha “rica” Nação
Que pobre, está de valores
Como se quedaria, então
Perdid’o coelho, por Loures?
 
coelho-perdido-3
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Posted on 18 de Agosto de 2013, in Palhaçadas, Poesia and tagged , , , , , , , , , , , , , , , , , . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

  1. Reblogged this on Poesia(?) Navegante and commented:

    A celebração de um aniversário, não faz sentido sem uma RICA PRENDA! Parabéns a Nóis!

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