Saldo Final

O gordo, no alto da sapiência
Que mostrara no exercício
Dessa sua presidência
A contado, e creditício
Jurava estar na presença
De sindicalistas maiores
Alguém, que nem a Renascença
Suplantara em pintores!
 
E tal qual, pintavam a manta
Qu’o gordo impressionado
Aprovara massa tanta
Das finanças, engraçado!…
A favor do animal
Que outrora condenara
Nessa carta, infernal
Que, por azar, não s’apagara!
 
Provas de gente fidedigna
Sem coluna vertebral
Bêbados, na sua estricnina
E ainda cheios de moral
Bem aprovaram a conduta
Nessas contas desastrosas
Agindo a bem da permuta
No conluio; clamorosas!
 
E ainda teve o desplante
De dizer na reunião
Que tentara, meliante
Bem travar a confusão
Das contas deficitárias
Nas decisões de conluio
Bem escolhidas, por primárias
A favor do nosso espúrio!
 
E nesse saldo final
Por grotescas, inelutáveis
Ainda constou, no festival
Por facturas descartáveis
O pagamento excessivo
Do tempo extraordinário
Que levou o executivo
A pagar-se no erário!
 
Num mandato vergonhoso
Patrocinado p’lo gordo
Num projecto lastimoso
Levou a jumenta, o engodo
Para ver-se proficiente
Pagando favores ao mentor
C’o dinheiro de tanta gente
As despesas do agressor!
 
E o gordo bem aplaudiu
As desventuras do acólito
Nas contas que instruiu
As agruras desse insólito
Ou a relação celestial
Que inspirou essa política
Naquela central sindical
Que p’la benção, beatifica!
 
Uma política aplaudida
Por esse general de peso
Que na dieta, sugerida
Deixou o sindicato obeso
Em gorduras supérfluas
Nos enchidos defumados
Que só nas contas famélicas
Bem mostraram resultados!
 
No défice de exercício
Resultado das políticas
A favor desse suplício
Tão contestado, em súplicas
Várias vezes bem votadas
No sentido da exoneração
Que nessas almas, guiadas
Foi sintoma de Ascenção!
 
Na prática meditativa
Na relação espiritual
C’o Anjo, a possuída
Mais a trupe animal
Por convénios d’avenças
A favor de incompetentes
Qu’em pagos e carências
Nos tornavam insolventes!
 
Daí a preocupação
D’avançarem nos Estatutos
Garantindo continuação
Deixavam de ser devolutos
Esses gastos sem controlo
Sem decisões fundadas
Serviam para seu consolo
Depois daquelas censuradas!
 
Mas isso o gordo não viu
Estava demasiado ocupado
No passarão, evoluiu
Como presidente estouvado
Pois era tanta a serradura
Que tinha naquela cabeça
Que na mesa, a compostura
Se media pela travessa!
 
Ou nos vasos do produto
Que sôfrego, emborcava
Arrastando, como um surto
A vinhaça engarrafada
Enrolando com fervor
Essa língua mentirosa
No seu evangelho, o penhor
Era a cura milagrosa!
 
Um General de Saber
Como tão bem se nota
Só ascende se souber
Bem como contar a nota
E neste caso, o contado
Teve a chancela fiscal
Qu’o tesouro, por fechado
Mais parecia um bornal!
 
Pois se era bem gerido
Por uma simples bailarina
Que fazia, como sugerido
As contas lá bem por cima
Não que fosse estouvada
Ou simplesmente inepta
Pois dançava, pendurada
Nesse varão, pela certa!
 
Bailava magistralmente
Tão certa, que não caía
Tão bela, e inteligente
Que nas contas, subtraía
Os valores recalculados
Para prover à compensação
Tidos por empossados
E Arrematados à mão!
 
E mesmo denunciados
Como pagos, por excessivos
Onde foram contabilizados?
Foram tidos por perdidos?
E quem vai pagar de novo
As férias nessas ilhotas?
O sindicalismo, o povo
Do valor das nossas quotas!?
 
E o que diria o General
Deste nosso saldo final?
Que até iam menos mal
Tendo em conta o carnaval
Em que nos vimos metidos
Na obra dum sindicalista
Que via nos seus amigos
Assessoria, que só vista!?
 
E os pagos foram tantos
Na excelência dos trabalhos
Que não chegavam os bancos
Para pagar esses ensaios
Que esses crânios produziam
De peças processuais
Que no DIAP reluziam
Como obras literais!
 
Duma beleza celeste
Que nos deixavam cientes
Da justeza que se investe
Em processos condizentes
Tudo em prol da verdade
Da Justiça, e do resguardo
Que na instituição se sabe
Como sentido de Estado!
 
Processos foram aos oito
Tal era a saga vingativa
Que o queriam no Magoito
Em prisão efectiva!
O que prova a sensatez
E a franqueza de espírito
De quem mostra falsa rês
E actua como um esbirro!
 
E ainda se mostram vitimas
E gáudio p’lo seu percurso
Em declarações sentidas
E gritadas em concurso
Para soltar a emoção
Por esse dever cumprido
Granjeando na multidão
Esses votos, por sortido!
 
E ainda que a propaganda
Venda algo por arrastado
Nota-se a léguas, a tanga
De quem mente, empossado
Pois precisa de audiência
Para vender a política
Justificando a ineficiência
Por negócios de desdita!
 
E ainda mais se justificará
Mas noutras audiências
C’os seus pares, lá estará
Para provar as ocorrências
Nas quais, denunciantes
Tipo cordeiros indefesos
Acabaram, ruminantes
Nos arquivados processos!
 
Coisa qu’é de nascença
Nascidos na mesma toca
Nos ruminantes, a crença
Na sua verdade se foca
Como produto evasivo
Fruto da ocasião
Num desejo aflitivo
Ou numa falsa acção!
 
Mas o saldo não fechou
As contas não estão saldadas
O dinheiro não chegou
E provas? Nem as forjadas!
As contas estão por saldar
E na dívida corre o prazo
Os juros são pra cobrar
No dia do seu ocaso!
 
20130715-200732.jpg
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Posted on 15 de Julho de 2013, in Palhaçadas and tagged , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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