Taz

Taz, o bicho da Tasmânia,
Não gostava de gordinhas
Argh, Argh! Anafadinhas!?…
Dizia, o diabinho, nessa infâmia
 
Mas bem resolvera morder
Aquela carninha sem uso
E viu-se, preso, sem saber
No que viu a gordinha, o abuso!?
 
Então se ela até emigrara
Para resolver-se n’afeição!?
Ela que tanto o amara…
Porqu’o queria na prisão?
 
E até estava tão carente
Tão intacta, tão reclusa
Nos homens não via gente…
Buscava a besta, sem escusa
 
E o Diabo do carnívoro
Que vendo carne sem fim
Queriam que virasse herbívoro?
Queriam-no sem ponta, enfim?
 
Tudo deixou num virote
Comeu carnucha, sem pejo
Ah! Diabo, vais de pinote
Vais preso, no teu desejo!
 
Já a gorducha gritava
Qu’ele a queria devorar
E nisto, até que chorava
Qu’a estavam a violar!
 
O Taz, que saciado
Confuso, também ficou
Estava neste desaguisado
Quando, na gordura, arrotou!
 
Que raios! Lá ruminou:
Aqui anda um animal
Come o que Deus lh’enviou
Vai preso e passa mal?
 
Uma injustiça de vida
Neste paraíso selvagem
Vai o Diabo à pocilga
Sujar-se, nessa coragem?
 
O mundo é das gordinhas
Castas, limpas, virtuosas
Sabem mais nas entrelinhas
Qu’os Diabos, nas suas glosas!
 
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Posted on 24 de Abril de 2013, in Palhaçadas and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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