Julgamento solene

Mais um processo arquivado, ao custo do nosso erário
Mais um prova dos factos, nessa vileza prosaica
Nova sucessão de actos, de justificação farisaica
Queriam-no condenado, por equiparação ao Funcionário

As provas não se produziram, a não ser naquelas cabeças
Ocas pra nossa pobreza, de enfáticos dirigentes
Uma dinastia de justeza, de sindicalistas emergentes
Só nos processos buliram, num despesismo às peças

Qu'aos amigaços aproveitou, numa desenvolta factura
De milhares de bons euritos, a favor de boas causas
Como lá constam nos escritos, em descritivos com pausas
Uma solução que reinou (felizmente!) como sol de pouca dura!

Mas a vindicta prevaleceu, arrastando-se a instituição
Contra o homem que ficou, disposto à oposição interna
E a cabala se montou, feita de mentiras de curta perna
Que no seu político apogeu, se ficou pela (boa) intenção

Deixando o inferno cheio, na sua passagem de querosene 
Dessa equipa angelical, d'insustentável leveza de ser
Que renega todo o mal: só veio a este mundo acender
A vela do bem alheio, por seu julgamento solene!

Love rabbits
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Posted on 21 de Março de 2013, in Palhaçadas, Poesia and tagged , , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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