O Chorão

Chora, chora, o Falamansa
Dez minutos, em cada sessão
É uma dor, mas que não cansa
No seus tumultos, de pura ilusão…
 
Diz que lhe matam, os seus filhinhos
Aquele bárbaro, um criminoso!!!
Quer a vingança, sobr’os coelhinhos
Nisto se queda, protector, sobr’o mafioso!
 
Ficando em casa, corajoso, fugindo aos voos
Não vá o diabo, comer-lhe os filhos, sonhador
Em dias santos, fins de semana, e d’outros tons
Uma ave rara nos tejadilhos, um inventor…
 
Por isso chora, chora bastante, o Primadonna
Esvai-se num pranto, angustiante, duradouro
É tão pungente! Tão comovente, na inventona!
Um homem Santo! Um dirigente…de mau agouro!
 
E nisto chora, p’la perseguição, no seu invento
E sem mais demora, opta p’la acção, fica cá dentro
Outros que saiam, pois ele fica a proteger e servir
Mais a si próprio, no seu lazer e mais curtir…
 
Por isso inventa, e chora muito para a plateia
Ele qu’ostenta a paternidade, como a Medeia
Um belo actor, de perfil helénico, muito sensível
Vive na dor, no evento cénico, num mundo horrível…
 
E chora, chora, chora muito, choraminga sem parar
Um homem de pleno, dirigente com muito para dar
Corajoso, parcimonioso, de temperança e sobriedade
Acto choroso, pl’a matança, na sua engenhosa fatalidade…
 
vidadesofredor-chorao (1)
 
 
 
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Posted on 26 de Fevereiro de 2013, in Palhaçadas, Poesia and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

  1. OH! Coitado estou cheia de pena! OH…

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