A classe senatorial

A classe senatorial tem-se em voga, impressiona pelo trato
Da brancura da sua toga, toma o mundo como singelo aparato
Julga que na reprimenda da plebe, sobressai pela dignidade
Esquece-se qu'a dignidade se concebe, no assomo da verdade!

A sua verdade que foi defendida, contra tudo e contra todos
Num pagamento em que ofendida, se arrastou seu nome no lodo
Mas nada que um ramo de flores, não sirva para se camuflar 
O que suportou em suas dores, na maior violência tumultuar!

Mas agora, como por distância, vem indignar-se pela classe 
Atinge na sua verbal ressonância, quem não agiu por disfarce
Defendendo a instituição, no seu bom nome e na sua imagem
Granjeando com isso, a cisão, doutros órgãos, com coragem!

Por mau lapso de memória, aquela senadora não se lembrou
Da atitude que, sem glória, a plebe, na tribuna amargou
Por ter lutado por ideais, sozinha, em porta estandarte
Contra outros arsenais, em trilha, pelo nosso baluarte!

Do passado não reza a história, diz a sabedoria popular
O que interessa é a memória que, curta, possa resultar
Para sua imediata conveniência, reiterando o seu posto
Senadora, por excelência, co'aquela plebe em seu oposto!

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Posted on 24 de Novembro de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

  1. Excelente! Como de costume. Cristina Vigon

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