Ai, Prometeu, prometeu…

Num saudoso pensamento, indago sobre o paradeiro
De nossos belos jumentos, em seu recente pardieiro
Devem andar exultantes, agora que s'acabou a mama
Ocasião contrastante, pois trabalham sem pijama!

Sim q'era isso que faziam, vinte e quatro horas a fio
Sempre de serviço, pois diziam, num continuado vazio
Quando se esqueciam de carregar, as baterias de lítio
Ainda assim, a trabalhar, em sonhos até ao solstício!

E se não chegavam noitadas, faziam-se novos turnos
Em mesadas retiradas, dos emolumentos nocturnos
Não fosse o mundo acabar, sem a salvação sindical
Com os jumentos a zurrar, sem a proficiência final!

E disto ficámos servidos, num ano e meio de trabalho
Eternamente agradecidos, com este serviço a retalho
Com esta extrema dedicação, descobrimos o conceito
Encontrámos a solução, num trabalho feito a preceito!

O trabalho "empijamado", descoberta de se pasmar!!!
Que se converterá em primado, do governo do Gaspar
Para nos limpar o restante, do pouco que nos sobeja
Convertendo o minguante, numa luazarra que se veja!

E graças aos animais, que nos guiaram neste tempo
Inventámos os sinais, de um bem venturoso advento
Sempre de serviço, mesmo estando em sonolência
Esperando que nisso s'acabe, a nossa insolvência!

Há que recuperar o tempo, desta dívida intemporal
Que nos traga sem alento, numa tortuosa espiral
Mas graças às invenções, dos animais pensadores
Vamos pagar em dações, a dívida, sem colectores!

Paga-se tudo em serviços, que dinheiro só do FMI
Acabam-se os enguiços, de uma dividida sem fim
E ainda vamos condecorar, os animais sindicantes
Descobriram o trabalhar, dormindo, os ruminantes!

E se uma lição se tira, desta arca do barbudo Noé
É que o coelho da pira, se chama o sempre-em-pé
E de tocha na sua mão, queima tudo ao seu redor
É o maior canastrão, este sanguinolento roedor!

Mas s'este é o maior inventor, e o grande incendiário
Outros há que, percursores, não o deixaram totalitário
Sindicavam-nos a todos, e nisso investiam à queixada
Escamoteando os seus modos, numa técnica retirada!

Há pois muito a aprender, com o mundo dos animais
Uma bicharada d'entreter, que alimentámos demais
Gordos ficaram a dormir, pois ruminavam em serviço
Néscios do nosso advir, por permissão do reboliço!

E a escola da coelhada, tem percursores bem salientes
Em técnica inventada, por aqueles enormes dirigentes
Que levada a alta instância, pelo maior dos camelos
Nos levará à bonança, nos nossos maiores pesadelos!

Com isto nada se perdeu, como diria o mestre francês
Nem o sonho de Prometeu, para nos salvar outra vez
Mas só à humanidade serviria, a obra deste colosso
E da estrebaria adviria, a prova do nosso soçobro!

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Posted on 7 de Novembro de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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