Transição (500º Post!)

Num acto de transição, em vésperas do seu final
Na força da determinação, sem pretensão formal
Fui dar valia a um mandato, registo de despedida
Estive no meu último acto, dando o rosto na saída!

Despedi-me, solenemente, de pessoas muito dignas
De quem registo, pra sempre, o bom trato de amigas
Pessoas que tudo devemos, na estruturação sindical
o que não é de somenos, na pretensão profissional!

Fiz das tripas coração, como tantas outras vezes
Estive na ultima "reunião", sob os olhares soezes
Elaborei outro ofício, cancelei as minhas "contas"
Entreguei, sob o bulício, espólio de grande monta!

As chaves da instituição, um chip e o meu telemóvel
Não, não sou o ladrão, que assaltou o nosso imóvel!
Quem insinuou que o afirme, directo na minha cara
Que cá me manterei firme, na resposta necessária!

Como em tantas situações, fiquei sem a resposta
Das minhas interpelações, ao comunicado-bosta!
É tão audaciosa, a Presidente, nas comunicações
É ainda mais sinuosa, nas covardes insinuações!

Por isso nunca dei de barato, o crédito a'esta gente
Sempre agi com substracto, o que a deixava doente
De raiva por me saber, em congruência até ao final
Não tinha como me entreter, para pagar ao animal!

E mesmo quando assumi, a vice liderança da casa
Impus e nunca anuí, com a interferência da mesa
Que se tinha implementado, como política corrente
E tinha por determinado, a vontade da Presidente!

E ainda que o catequista, aí tivesse tentado boicotar
A vice liderança à vista, tentando ali outra indicar
Tomou-se por evidente, que competia àquela Direcção
A política dirigente, e a condução da instituição!

Mas foi sol de pouca dura, pois o catequista afinou
Tomou por descompostura, o confronto que ali durou
E no seu real interesse, a oportunidade engendrou
Pra destituir o vice, na "abrangência" qu'arranjou!

Montado o cenário do crime, os esbirros lá reuniu
Todos em conluio sublime, com os oito se insurgiu
Destituindo aquele, o único que agira em coragem
Conduzindo ao atropelo, e ao desgaste da imagem!

Coisa nunca antes vista, num registo bem inaudito
Uma reformulação da lista, sem mais ter sido dito
Uma instituição de bem, não vive na obscuridade
Acabámos como entretém, retrato de imbecilidade!

E neste ano e meio, de originalidades pungentes
Finalizámos de entremeio, c'a classe indiferente
Desgastados pela acção, de um grupo de fedelhos
Como a pior direcção, num vespeiro de conselhos!

Nisto nunca me calei, mesmo com acusações ínvias
Com acções me enfermei, em processos inaudíveis
Fui caluniado mil vezes, o meu nome emporcalhado
Mas nem com mil reveses, me tiveram por alinhado!

De uma política que destruiu, toda a nossa reputação
De uma instituição qu'implodiu, por obra da direcção
Obra de mandatários, políticos da escola deste poder
Que se mantêm solidários, nas suas acções do querer!

E num esforço final, em que se me revolveram as tripas
Avancei no lodaçal, fazendo das veias as minhas fibras
E encontrei na transição, quem se me dispôs a escutar
É Sintoma de eleição, ou renovado estilo de governar?

Fiquemos a aguardar o desenlace, do estilo qu'aí vem
Eu já prometi que, sem impasse, anunciarei qu'alguém
Usou de abusivos poderes, para se pagar a um amigo
Baseado em pareceres, encomendados como um sortido!
.
Que até nisso se fundaram, as escolhas d'assessores
Amigos se arregimentaram, sem critérios percursores
Que atendessem à competência, como base decisória
E disso pagámos sem solvência, a base instrutória!

Nisto sobraram os pareceres, que podavam as políticas
Obra de grandes "saberes", preparados em "estultícia"
Que nos levavam a greves, e a pagamentos indevidos
Que numa reivindicação breve, nos queria "foragidos"!

E se não bastava a "competência", sobrava em arrogância
Tratada com indulgência, por quem garantia a confiança
Registada em negociações, e naquelas magnas assembleias
Onde faziam interpelações, sem qualquer tipo d'ameias!
...
Por isso se reproduzirá tudo, em dossiers de protocolo
Para s'entregar em estudo, fundamentado, de todo o modo
E quem tenha o poder, para decidir em total conformidade
Que o ouse, de facto, conhecer, na sua total propriedade!

E espero que na gentileza, com que me interpelaram
Se mantenham em justeza, que avancem como falaram...
No reparo p'la injustiça, razão da maior desagregação
Que se espera da conquista, única razão da transição!

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Posted on 4 de Novembro de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. 2 comentários.

  1. BRAVO!!! Mereces uma estátua à porta da “Gago”…bem hajas!

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