O anão, o gnomo, o gato e o gordo

Veio o anão criticar, o sistema em que não acredita
Ele que nem sabe cuscar, nem é um puritano da trica
Nas escalas faz como quer, usa dos esquemas a rodos
Depois vem malquerer, o que em si usa de sobremodo!

Todos os anões são assim, pequenos não só em altura
Querem o que é bom para si, prós outros é só amargura
Uns queridos das escalas, que sofrem amiúde d´amnésia
Depois colocam as palas, e vão surfar pra Indonésia!

As dois meses de cada vez, para manter a proficiência
Nada que voar em altivez, não permita tal consistência
E nisso estariam justificados, neste sistema d´enlace
Não fossem eles os iluminados, que pensam pela classe!?

É só registar com cuidado, por andam estas andorinhas
Como fazem o planeado, e onde aquecem as moleirinhas
Técnicas de embuçado, aprendidas entre os rasteiros
Pois trabalham em duplicado, num conluio sorrateiro!

Nada que um anão não conheça, em compradrio c'o gnomo
Um faz de estátua tripeça, outro de simples autómato
Os dois juntos fazem um só, pensam c'um único cérebro
Fazem um belo troláró, nas suas guinadas em requebro!

Por isso acusam o sistema, tal qual um incendiário
Tentando vingar o seu lema: um poleiro por aviário!
Enquanto um domina o esquema, outro é o panfletário
Juntos fazem o teorema: o que é bom é o pecuniário!

E se bem lançam a gasolina, nos fóruns da sua eleição
O gordo aparece em surdina, a dar mais uma de mão
É um pintor de benzina, gosta de pintar em combustão
E juntos utilizam  resina, pra dar fogo à discussão!

Qu'o gato gosta de ver brilhar, no seu olho pirómano
Trata de incentivar, que não se cale, o seu mitómano
Despeja tudo, ó democrata, defende bem os teus anões!
Em breve se te acaba a bravata, voltarás aos aviões!

Depois podes continuar, a pensar, com toda a classe
Com um novo patamar, assumindo de pleno, a sua face
Pois, nunca deixaste de gerir, o fórum dos pigmeus
O que te vais divertir, a edificar o seu mausoléu!*

*Atenção que esta frase não consubstancia nenhuma ameaça de morte! 
A língua portuguesa não vive da "cretinice", e as figuras de estilo, 
como as metáforas, por exemplo, são uma das razões e, fundações, 
da sua maior riqueza estilística.
Obrigado!
Anúncios

Posted on 2 de Novembro de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s