O gato e o catequista

Estava só, o catequista, faltava-lhe o seu gatinho
Um felino pró arrivista, que ronronava com carinho
Que ele tinha emprestado, aos seus bons amigalhaços
Para ir miar pra outro lado, em forte estardalhaço!

Vendo se resultaria a miadeira, para bem intimidar
Num estilo de charneira, que implementara no lugar
Onde se colocavam dúvidas, questões, e mais razões
E onde governavam, em pródigas e dúbias situações!

Julgando que bloqueando, governaria com prazer
O  catequista, foi usando este método de poder
Para manter bem afastado, o seu maior pesadelo
Com quem sonha acordado, no seu grande desmazelo!

Mas vendo que aqueloutro, entrara noutros locais
Tentou, aquele maroto, bloquear por outros sinais
Dizendo umas atoardas, lançando umas travessuras
Mas viu-se sem retaguarda, na sua descompostura!

Sentiu-se sem as varinas, faltavam-lhe ali os anões
Sentiu-se sem a sua rotina, sem os seus "campeões"
E ele sozinho, coitadinho, nem a barba o estatui
Afirmar-se, um cadinho, no seu feudo, que alui!

Por isso no local autónomo, em época de eleições
Ainda tentou, tal qual gnomo, outras imprecações
Lançando uns quantos gatos, numa sacola fechados
Arranhando-nos no abstracto, soezes de assanhados!

Vinham como "doutoras", ou com rostos de ninguém
Indignando-se, as senhoras, em desculpas de vintém
Outras vieram anónimas, anónimas cartas publicaram
Que nestas belas mnemónicas, o estilo denunciaram!

Tudo gente da mesma laia, aos magotes e em conluio
Nestas belas papagaias, mostram todo o seu intuito
Na página de propaganda, usam do estilo que se viu
Votámos por esta banda, deixá-los tocar este navio!

Que bem se irá afundar, cheio de ratos e de gatos
Em estilo de perpetuar, pra mal dos nosso pecados
Não há uma volta a dar, em navio que está corroído
Vai, por mal, mergulhar, nas águas deste pútrido!

Nisto o catequista acaricia, o seu gato de estimação
Sabe-o de muita malícia, capaz de criar grã confusão
Deixa-o solto sem a liça, quando o tempo é d'eleição
Para criar a reboliça, tentando a fingir a reinação!

Gato que é desbragado, e que não tem tento na língua
Que já se viu enforcado, nisto passa o tempo à mingua
Tem no catequista o seu pouso, mera figura de adorno
Encontrarei o seu chouso, no dia qu'o puser com dono!

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Posted on 1 de Novembro de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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