A retirada…

Não bate em retirada, o sitiado sem retiradas
Estóico, presente, pronto pra qualquer evento
Deixa, por isso, prostrada, a trupe da coutada
Que o sabe bem consciente, do seu posicionamento!

Julgariam os Generais, que o manteriam em silêncio
Só por serem os maioriais, sem outra maior referência
Esquecem-se qu'existem anais, que prestam esclarecimento
Que nos mostram os tais, em "lutas" d'outras conveniências!

Julgavam estes "oficiais" que lutavam com um solitário
Só por ser pouco dado, a amizades convivas de ocasião
Com isso lhe enviaram sinais, queriam-no consignatário
Da paz podre d'estado, no seguimento desta eleição!

Mas a verdade impera, seja qual seja a ocasião
Não se cala um libertário, por simples intimação
Não conhecem a sua têmpera, o seu raro condão
De se manter contestatário, em profusa rebelião!

Em nome do carácter, que não se dobra a ameaças
Que se mantém firme, meses a fio, nas trincheiras
Sempre pronto a combater, mas sem ser dado à murraça
Qu'os coelhões tomam por crime, em suas cremalheiras!

Mesmo cortando os seus direitos, d'eleito combatente
Impossibilitando-lhe a presença, em corpo dirigente
Os coelhões vão ter seu pleito, numa acção previdente
Que desembocará em sentença, condenação confrangente!

Por isso usam de retiradas, para fazer uso atacante
Contra um único combatente, que se mantém no seu posto
Contariam que a jornada, neste seu momento cessante
O tivesse por negligente, numa resignação do deposto!

Julgando que passariam, uma imagem de equidistante
Num propósito de apagar, o aconselhamento pugnante
Indignam-se num jeito de estar, de sentido repugnante
Para o sitiado calar, já qu'este se mantém "litigante"!

Mas não conseguiram limpar, a velha imagem incompetente
Nem tão pouco irrelevar, a sua concomitância crescente
Trataram, uma vez mais, d'atacar, o sitiado diletante
Que não se deixa prostrar, em processos ultrajantes!

E o catequista que estava, habituado a falar sozinho
Nos fóruns dos seus anões, e noutros de ultra-leves
Acabou com a sua lábia, por se enrolar num torvelinho
Com'as devidas interpelações, qu'o levaram a nova greve!

Técnicas apropriadas para um "político" d'alcova
Que perante adversidades age como um coelho-ratinho
Ou vai para as ilhas em estada, tratar da sua "poda"
Ou cala-se nas "liberalidades", falta-lhe um danoninho!

E o gordo que incha, apenas quando faz excomungações
Cala-se que nem um rato, quando o sitiado opina
É um gordo que se desincha, sem grandes arranhões
Porque não passa de um trapo, um General-latrina!

E a boa da jumenta, que ainda tenta o dislate
Com comunicantes d'ofensa, preparando o desenlace
Esquece-se da sua incumbência, em eterno disparate
Sobra d'inteligência, o que lhe falta em quilate!

E num acto de retirada, numa capitulação mais q'evidente
Sobram as retiradas de gente, que actuaram como espiões
Queriam tomar a coutada, agindo em forma de confidente
Nas boas graças prementes, dos seus amigaços coelhões!

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Posted on 14 de Outubro de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. 2 comentários.

  1. Muito bem escrito como sempre e cheio de interesse. Revela uma critica sociológica de alto gabarito e alto valor simbólico. Aplica-se a qualquer parte do Planetas. Cristina Vigon

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  2. Obrigada, Cristina! Tenho em si, a mais assertiva das minhas críticas, e nesse quadro guardo em si, a maior honra pela sua amizade!

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