D. Quixote de la MANCHA!

Na sua encruzilhada profética, investe um "cavaleiro" tresloucado
Sobre os moinhos da meseta, vendo neles os seus opositores
Vem com a vista apoplética, em forte guincheira, desesperado
Atacando em cruzeta, porque em espada lhe provoca dores!

É um combatente barbudo, de bigodes bem refinados
Traja fatos de veludo, num aprumo muito bem pensado
Um "cavalheiro" à antiga, um "nobre" bem requintado
Só lhe faltaria a quadriga, pra se tomar Magistrado!

Mas na falta de cavalos, usa a jumenta em "cavalgadura"
Em trote desenfreado, ataca os "inimigos" inventados
Usa de muito palavreado, verborreico com soltura
Para se mostrar afinado, aos "amigos" confortados!

Os dois em perfeição, fazem uma parelha simbiótica
Onde princípia o "cavaleiro"? E onde acaba o asno?
Um "centauro" em comunhão, uma mente anedótica
Um corcunda bandoleiro, montado no nosso marasmo!

Mas não se sente realizado, falta-lhe o pendor conversor
Mesmo atacando moinhos, sente-se podado a redentor!
Por isso se vira às massas, quer convertê-las na graça
Usa de muitas caraças, a de catequista é a sua traça!

Queria ter sido pároco, mas obrigaram-no à disputa
Nas lides da bela jota, onde se tem em muita pompa
É um conhecido bacoco, "político" de muita "labuta"
Nunca conheceu a derrota, numa carreira de arromba!

Tomada em grande ascese, em beatitude compungente
Que aprendeu na catequese, lá se formou docemente
Mas Marte chamou num apelo, e logo buscou a montada
Deixando Cristo em desmazelo, na busca d'outra empreitada!

Por isso a sua missão, é ascender ao Monte Olimpo
Tentando encontrar Marte, pra lhe entregar desfraldadas
As velas dos "seus" moinhos, conquistadas com afinco
Tal qual um Bonaparte, nas suas continentais jornadas!

Como um líder natural, o "cavaleiro" arrasta um exército
Trabalha tão bem em grupo, que o seguem sem coordenadas
Por isso  sentem como normal, a acusação em ilícito
Que registaram com'um insulto, em inventadas fantochadas!

Com isso vai dar-se bem, na sua cruzada de conquista
Arrasará os moinhos, como quem professa num convento
Tudo em nome do além, numa bela abordagem altruísta
Não escamoteia caminhos, na sua cabeçorra de VENTO!

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Posted on 12 de Outubro de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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