As dores dos outros.. e as nossas!

Tomou-se das dores dos outros, a nossa bela jumenta
Em funções duplicadas, dotadas de grande sapiência
Insta às "isenções" dos afoitos, à nobre concupiscência
Para não se ver implicada, em preparos de insistência!

Informa-nos sobre sindicância, num proverbial documento
Actuando como instrutora, relatora desse evento
Seguir-se-à outra instância, para seu grande tormento
Irá ser a grande divulgadora, de um sindicante advento!

Toma todos por igual, na sua bocarra maldizentes
Porque não fazem o seu jogo, totalmente congruentes!
Queria que aquele tal, se mantivesse indiferente
Como no pagamento denodo, a favor do "inocente"!

Como mostra ar doutoral, na sua pública prelecção
Mostrar-se-à à condição, em futuras explicações
Relatará, afinal, porque lançou a ignóbil insinuação
Objectivando, com precisão, o destinatário das menções!

Queria mostrar-se independente, em final de exercício
Mas a vontade falou mais alto, deixando cair a máscara
Ordenou-se num repente, com novo ânimo no "concílio"
Para se impor com aparato, a favor da sua "casta"!

Os asnos tratam-se assim, espertos no seu zurrar
Animais de fraco porte, bestas de carga de outrem
Urram em forte "xinfrim", para o estilo perpetuar
Na vez d'outros em sorte, em conluio, como convém!

Por isso se indignam com a voz, que nunca se calará
Por muito que tentem, soezes, comunicando em riste
Só Revelam o quão atroz, o sindicante se perpetuará
Se os escolhermos, àqueles, que pretendem a "reprise"!

Somos todos marretas, velhos maldizentes d'esquina
A quem pretendem cortar, direitos de plena integração
Não passamos de proxenetas, tratados como em surdina
Nos auditórios estatutários, porque votámos sem razão!

Tinham tão bons propósitos, que queriam aprovar
Depois de tanto labor, em beneficio integral!
Quanto trabalho meritório! Prontos para renovar!
Quanta filosofia do amor, quanta proficiência legal!

Mas como votamos que não, somos meros mentecaptos
Eles é que são visionários, por isso se uniram em lista
Não há como fazer confusão, com a equipa dos láparos
Que vê como refractários, quantos se tomem em desdita!

Como bem se depreende, tomou ela a dor dos outros
Chamando de maldizente, a quem só regista a verdade
Exorta-nos como a um crente, implorando-nos a rodos
Que acreditemos na sua gente, por sua popularidade!!!

Uma jumenta de substracto, mantém registo de coice
Seja como constituinte, ou como mera comissária
Revela-se com arte no trato, como c'a talho de foice
É uma burrica de requinte, pedigree de "dromedária"!

Por isso não tomemos partido, nem divulguemos opções
Somos obrigados ao sigilo, estamos adstritos às funções!
Só podemos votar com estilo, se formos meio intrujões
Fazendo a política do asilo, em favor dos canastrões!

Mas é claro que vou seguir, a directiva da jumenta!
Uma lição de dicionário, com esta divulgação?
Claro que não é para urdir, é para cumprir a quarenta!
Sessenta como dignatário, o resto como direcção!

Que os outros são impolutos, e nunca tomam partido
Só lá colocam uns gostos, em páginas sem conexões
Actuam com todo o escrúpulo, em "isento" sentido
Obra de grande engodo, contínua em ligações!

Mas a doutora jumenta, só guincha pra um dos lados
Quer ser memória duradoura, perpetuando a "obra"
Para tal mantém-se atenta, zurrando e dando saltos
Come da manjedoura, qu'outros lhe legam em sobra!

Que venha no seu trotar, com o seu gordo escudeiro
Venham todos em exército, com o General-Maestro
Tragam o anjo do lar, mais o catequista matreiro
Juntos vão bem ter êxito, acoplados no cabresto!

Ainda podem vir de varão, com o songo a "liderar"
Podem vir com o careca, mais a gorda das dietas
Podem vir em "pugnação", de soslaio a invectivar
Que deste lado, se acerca, mais gente às "direitas"!

Que continue a "ensinar" com o dicionário em punho
Mostra o quão "democrata", ditadora sem aprumo!
DEste lado pode contar com o seu próprio testemunho
Evidenciado a derrocada, de uma instituição sem rumo!

Por isso é hora de mudar, varrer com as imprecações
Votar por um novo estar, limpar todas as divisões!
Não basta um novo arrumar, urge tomar-se decisões!
Eleja-se quem soube actuar, sem tomar oscilações!

Outros agiram com duas faces, em jogo duplo evidente
Queriam tomar o poder, só aguardavam o momento
Integrando vários enlaces, tomaram-se por previdentes
Só lhes interessava saber, pra que lado dar seguimento!

Entre duas propostas antagónicas, só uma se pode escolher
Entre a prova da continuidade e a proposta da ruptura
Há que escolher "salomónica", a única que pode vencer!
Para se encerrar a vacuidade, dando-se-lhe paz na sepultura*!

* Atenção que esta frase não consubstancia nenhuma ameaça de morte!

* Com os coelhões nunca se sabe…

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Posted on 11 de Outubro de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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