A Balada sem leme e o Nome da Prosa

A Balada sem Leme

Em anúncio solene, eis que pegaram na batuta
Dirigindo a orquestra, lá trotaram a bela música
Com o maestro ao leme, qu'eloquente conduta!
Com um som de quimera, numa envolvente lúdica!

Somos bons amiguinhos, de todos e dos demais
E também damos miminhos, aos nosso animais!
Participamos com todos, garantindo o (nosso) futuro
No presente, sem soldos, no passado, com tudo!!!

Somos independentes, na bel'arte e na política
Ah, e intransigentes no espirito de auto-critica!
Pensamos e executámos, com aparato sindical
Que, a tempo, projectámos, no belo plano inicial!

Nada pré-concebido, na concomitância estatutária
Pois a pauta do sortido, visava apenas uma ária
Cantada em sol sustenido, em versão catilinária
Para nos soar ao ouvido, numa entoação libertária!

Mas a mais bela canção, foi largada em solfejo
Mais parecia a serração de Madeiras do Alentejo!
Em grande cacofonia, lá nos levaram às lagrimas
A cada entrada tardia, nos cortavam como lâminas!

Mas a orquestra era boa, músicos de alto gabarito!
Recrutados na Samoa, tocavam tão bem...ao apito!
Que sopravam a contendo, nas páginas daquele sítio
Em que "pensavam" sem senso, e sem classe de atrito!

Como naquela situação, em que por assuntos d'agenda
Lá tentou a ligação, a "nossa" pugnante, por contenda
Imiscuindo a instituição, em assuntos sem prebenda
Para sair em "salvação" dos "coitadinhos" da senda!

Como sabedora de leis, e percursora de sentenças
Não acreditaria que, eis, lá arquivariam as "Penas"!
Mais um lastro de imbecilidade, no reduto sindicante
Triste retrato d'ilegitimidade, num processo hilariante!

Mas não se ficou por aí, ainda foi pela delação
No apoio ao arlequim, que lançara a acusação!
Há que caçar os "queimados" que voam à condição
Que nos retiram os trocados, e da mesa, o nosso pão!

Tudo cantilenas antigas, tomadas para (des)afinar a voz
Fadunchos de velhas tricas, com muitos lamentos em "Oh!"!
Refinamentos musicais, de como quem espanta um "mal"
Com belos trejeitos vocais, deixam-nos sem ponta de sal!

O Nome da Prosa

Pode a verdade ser fonte de injúria?
Pode a calvície desmistificar a lisura?
Palavreado manso, ocultando a incúria
Regras de imundície, embalo de tonsura!

Alarme de ofensa, no horror à "colagem"
Não há continuidade, nem mera parceria!
Temos boa "imprensa", notem a sondagem!
Feita com "verdade", em marcante alegoria!

Nunca participámos na política cessante!
Nunca enjeitámos a sua defesa gritante!
Apenas invadimos, o espaço sindicante
Sem qualquer destino, apenas o errante!

Queríamos ajudar, elaborando Estatutos
Sem nada resgatar, a título de usufruto
A não ser um lar, prémio sem conduto
Uma sala-de-estar, pra fugir aos tumultos!

Que culpa provinha, no total abandono?
O barco à deriva, o comandante sem trono!
E se os Estatutos até estavam sem dono
Porque não a "equipa", do renovado abono?

Então se a secretária até estava ali à mão!
Com o outro ausente, "retirado" de acção!
Eu não sou refractária, até tenho o condão!
Porque não Presidente, desta associação?

Bem dito, bem feito, lá fez uso do aparato
Na cadeira do outro, planificou o "assalto"
Vou tomar tudo a eito, com pretexto sensato
Eleita cocote d'ouro, aqui colocarei o retrato!

Uma Expert em informática, não desdenha um PC
Mesmo de uso d'outrem, não pode fingir que não vê!
Em linguagem de máquina, lá programou em +C
Fez uso, como convém, da informação em "privée".

E nesta onda de conquista, tudo estava a ajudar
Os anjinhos da "grevista", e a do varão lupanar
Com a "força" catequista, veio o songo a songar
Pois o "presidente" autista, a tivera a assessorar!

Há por isso uma linha, que separa as duas facções
Uma serve pra cozinha, outra pr'às outras divisões
Não se monta uma casinha, com grandes arrumações
Há que manter a turminha, sem grandes oscilações!

Por isso as entradas calvas, são para limpar a imagem
Como que a luzir brilhantes, ofuscando a triagem
Não, não me mandam às malvas, no meio desta folhagem
Descortino bem o semblante, desta "novíssima" roupagem!

Nem com conversinhas "doces", em jeitinhos "educados"
Conseguem esconder as poses, dos fóruns arregimentados
Como que travados de injúrias, se mostravam aos "jurados"
Para ganharem as "decúrias", nas Legiões dos "Furtados"!

Nada que lhes sirva de escudo, ao que expurgaram em fel
Vão ter que explicar em prosa, o que "gritaram" em tropel
Aí se descobrirá o cocuruto, daquela "literatura" de cordel
Visualizaremos o "Nome da Rosa", na versão da Rapunzel!

E com esta prova de imagem, em formato de cinema
Registamos a voragem, pelo poder da grande cena!
Tudo vale no retrato, de "família", em contenda
Viva o "vil" substrato, aquele que a todos sustenta!...



 
*Tapa-carecas - É só enfiar a carapuça!
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Posted on 6 de Outubro de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. 1 Comentário.

  1. Bem visto!

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