Ser corno ou não ser…

Eram dois os retirados, na comezaina sindicante
E logo foram avisados, assim que deram ao dente
E vinha o mongo a cantar, que já estava na lua
Não está pr'a se chatear - só de véu e toda nua!

Como que a dar o mote, da sua porca insinuação
Cantando o que há de mais torpe: a vil traição!
Para ferir raivosamente, o outro na sua honra
Cantorilando alegremente, corporizando a afronta!
 
Tudo métodos escorreitos, provindos de gente de bem
Garantiram mais proveitos, vai-lhes sair ao vintém!
Numa promessa de vida, vão descobrir o certo retorno
Numa sessão entretida, vão dar de mona, com o corno!
 
Nem que demore a eternidade, cá se fazem cá se pagam!
Acham qu'em leviandade, tudo se diz, não se engasgam!
Na hora da verdade se verá, quem dormiu com o João
Podem rezar a Iemanjá, ou ao condutor do caminhão!
 
E c'as mulheres dos outros, enchem a boca d'excrescências
Uso de ratos do esgoto, esgotados nas suas saliências
Sabem estes seres torpes, que às suas ninguém lhes pega
Não porque sejam escortes, mas, apenas porque são brega!

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Posted on 25 de Agosto de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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