A Habsbur(r)ga

Afirma-se a garante, defensora dos Estatutos
Quer continuar adiante, vincada no usufruto
Assumindo-se em pleno, no quadro funcional
Impondo-se no terreno, com todo o arsenal!

Perante a debandada, da risível Direcção
Insiste na caminhada, com natural intenção
Artimanha os Estatutos, como sua salvadora
Objectivos astutos, da via sacra precursora.

Aumentando a duração, do seu continuado mandato
Impõe a sua condição, do dirigismo transacto!
Quem a pode aceitar, no seu peculiar registo?
Quem venha pr'a seu par, igual estilo malquisto!

Porque o faz, na evidente derrocada institucional?
Porque se subjaz, na premente proficiência pontual!
Evidenciadas nos pedidos, para as retiradas ao mês!
Coisa de muito sentido, num órgão de muitas mercês!

Porque a motivação é só uma, o ensejo supervisor
Na esperança que, em suma, integre o cargo superior!
Que no trabalhinho não vinga, coisa de muita ausência
O adivinharia o Zandinga, se ainda tivesse proficiência!

E depois ainda há o gosto, por mandar, e demandar
Nas sessões em pleno Agosto, prova mais q'elementar
Da sua incipiência cerebral, do seu estilo sagaz
Na proficiência banal, como é no aviante, fugaz!

Cedo sabia ao que vinha, por instigação animal
Nas reuniões a rainha, impunha a lei como tal!
Agora se diz autónoma, das decisões directivas
Quando ela era a autómata, das vontades foragidas!

Do seu abominável querido, do seu mentor refulgente
Tinha fama de desabrido, mas era só incontinente!
Qu'a estalada fez política, e na injúria boa prática
E por obra da sua pocilga, fez furor em matemática!

Recebeu quanto tinha pago, diz ele da sua verdade
Em processos instaurados, sem nenhuma propriedade
Sim, porque é inocente, nunca fez mal a uma mosca
Só pagou como indigente, umas somas da marosca!

E cá vão onze mil dele, às custas dos bons otários
Por decisões daqueles, que agiram como intermediários
Dos bons préstimos presidentes, qu'ao amigo fez o jeito
Deixando-os como indulgentes, caucionados pelo pleito!

E sempre assim fora, desde o início, por ameaça
No raiar da bela aurora, impôs sempre a sua praça!
Os rapazolas, por incautos, não a quiseram hostilizar
Julgavam que, sonegando os autos, se conseguiam agrupar!

Mas ela é independente, foi eleita quase sozinha!
Não tem nada com essa gente, é uma maleita Rainha!
Boa demais pr´ó ultra-leve, dada a sua real mania
Votações? Só pr'ós almocreves! O resto é dinastia!

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Posted on 23 de Agosto de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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