A “arte” da comunicação

Saudoso estou dos momentos, em que numa reunião directiva
Me vi confrontado, por dentro, com uma decisão reflectida
Ou saía daquele convento, ou a vinha a cooptação merecida
Sonegada num movimento, por um político, em guarida.
Depois de arrastos de reuniões, nervos queimados de sobra
Vinha o mestre das encenações, propor outra para sombra
Por força das demissões, de dois sindicalistas de poda
Queria-a colocar em acções, pr’ás quais não tinha Obra!
Estava aflito o sacristão, pois via no outro a competência
Que o podia deixar, de antemão, sem o pelouro d’agência
Um vice se queria com mão, pronto para qualquer ocorrência
Mesmo na comunicação, que o ex tivera sem interferência!
Mas não, este mostrava-se à altura, de o ofuscar no palanque
Qu’ele negociara como cafeicultura, com o candidato a Presidente
Havia que o amordaçar na cultura, qu’evidenciava num constante
Cauteloso, tratou da conjura, n’Agência se converteu no mandante!
E a primeira coisa que disse, ao sindicante, entretanto vice-cooptado 
Foi que ele era o principal agente, após o Presidente ter falado
Assim, se tivéssemos o songo por ausente, ele estaria no primado
Da comunicação eloquente, catapultando-se no seu estrado!
Era terrivelmente competente, nessa área, como nos horários
Usava de todo o expediente, para nada fazer de literário
E mesmos nos comunicantes, que produzia em panfletário
Denunciava os ruminantes, transformados em anedotário!
Como se isso não bastasse, na sua sagaz comunicabilidade
Ainda foram, estes trastes, curso-comunicar em saciedade
E lá se evidenciaram na arte, de discursar com à vontade
O jornalista em contraparte, gaguejando-se com majestade!
Ah, e os relatórios d’agência, que tardaram em chegar!?
Tudo tratado com incompetência, pelo sacristão do lugar
O Vice exigiu correspondência, naquilo que se estava a pagar!
E logo aí teve a evidência, que a trupe, apoiava o seu par!
Havia que manter amizades, debaixo de uma capa de aparências
A quem interessava a verdade, numa casa de interdependências?
Por isso, a apocalíptica, com bondade, assumia a bono vice-regência
Mas, a comunicação, sem maldade, ficava fora da sua competência!

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Posted on 18 de Agosto de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. 2 comentários.

  1. Gosto!!! Continuo entusiasmada seja com a prosa seja com a poesia.

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  2. Obrigada, Cristina… Bjs!

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