Poema da pré-demissão

No seio da caixa soturna, se faz a política demissionária
Preparando-nos a urna, da nossa morte imunitária
Talvez tenhamos sorte, e nos safemos da Malária
É esta política-consorte, que nos prepara a mortuária!
..
Demitiram-se em segredo, depois das demissões suplentes
Mas não tomam o degredo, permanecem indiferentes
Assentam no casaredo, travestidos de dirigentes
lançam-nos este bruxedo, que nos tornam indigentes!
..
Estamos como mortos-vivos, verdadeiras alminhas penadas
Impuseram-nos estes crivos, com decisões Torquemadas
Contra quem não segue os livros, das pregações chinfrinadas
Por que não passam de chibos, pluri-errantes nas marradas!
..
Neste impasse estatutário, que Grã-Jumenta arquitectou
Abrem-nos o seu mostruário, para nos mostrarem um dom:
Postulam o aeroportuário, viajante à velocidade do som
Tristonho com o itinerário, porque não aprecia o bombom!
..
Tudo postais de bom gosto, que nos transportam às nuvens
Visões de um contra-gosto, pinceledas por um Rubens
Sim, esta vida é um desgosto, apesar de mil viagens!
Não passa de um entreposto, que nos rouba as origens!
..
Não temos ninguém à espera, nas grandes capitais da Europa
Qu’esta vida de quimera, nada tem, parece a  Tropa!
Enche-se-nos o ninho de hera, nem utilizamos a copa!
Não queremos ir pr’a Baviera, preferimos ficar na TOCA!

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Posted on 13 de Agosto de 2012, in Palhaçadas and tagged , , , , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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