Napolitana


Napolitana

Eu não vos disse
Qu”isto dava Pizza?
Salvou-os qu’a Shoarma Pita
Fosse uma quiche!

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Carta ao lampião


Caro Pedro Henriques,
Eu sei qu’ostentast’o brasão
(que vergonhosa lição),
Mas não t’estiques!!…

Bem te sabemos lampião,
Mas agora por “comentador”,
Pois ter algum pudor
Na “narração”…

A chuva, sempr’a chuva
A atrapalhar o árbitro,
E não beneficiar com’é hábito,
Com’uma luva!!

E nisso dou-te razão
Nas palavras do “grande” Rola,
Que só lhe falt’a auréola
Pr’a ser o santo da nação!

Qu’ele lá na isenta Btv
Faz comentários à arbitragem,
Porque nisso tem coragem
D’agora ser o que é!

Aquilo que foi por anos
Na sua carreira arbitral,
Apitando por “Portugal”
Contr’os gatunos!…

Por isso, caro Pedro,
Haja um pouco de decoro!
Qu’até o Calado é um mouro
Menos poliedro!

É menos quadrado
Do que tú, ó Pedro!
E não te dá nisso medo
De ficares queimado?

Ah, não és despedido
Por defender a “nação”?
E dás entoação
Porqu’o benfica é querido?

A SportTv já é sucursal,
E é a NOS que manda?
E no sinal de banda
Tudo isto é normal?

Façam a fusão
Pois o quanto antes!
Qu’é pr’os emigrantes
Não fazerem confusão!

Ali na emissão
Estar a SportTV
Ou a Btv,
É a mesma produção!!

Por isso, Pedro,
Faz com’o Conduto!
Muda-te num surto,
Que já não vais cedo!!

Vest’a camisola
C’o símbolo da bicicleta,
E na antena aberta
Quando der a bola

Grit’a com’o gordo
O golo do benfica!!
E salta, pula e “explica”
Esse teu engodo…

És papoila saltitante,
Salta a tua indignação!!
Diz qu’o “glorioso” tem razão
Por litigante!

E que foi roubado,
Com tod’as palavras!!
Qu’elas em ti são escravas
S’outro é o gamado!!

Chuta c’o teu pé esquerdo
Na câmara que está mais perto!!
Grita qu’o árbitro foi esperto
Ao apitar mais cedo…

Querias mais dez minutos
Pr’a dar a volt’ao jogo?
Eu entendo o teu desgosto,
Igual ao de muitos…

Já eras campeão,
A caminho do 36!?
E s’agora vind’os “Reis”
O Natal foi a contrição?

E s’a Napolitana
Fôr servida lá no Barbas?
E se nos comentários acabas
A gritar a tua pena?…

Temos pena, ó Pedro,
De “teres vestido a camisola”,
E qu’o teu exemplo dê escola
Ao meu clube e tão cedo…

Não se veja um lampião
Aqui a ostentar sagrado símbolo,
E que depois se torne um embolo
Dessa mesma contradição!!

E s’ateste a “nobreza”
Desta triste gente,
Pr’a quem é indiferente
Ver c’a maior clareza…

E vista esse fato
De comentador,
Pr’a se fazer d’adulador
Num qualquer “relato”…

Porque há muitos mais,
Disso bem sabemos!
Mas que tu, ao menos,
Escondesses os teus “ais”…

Porque por ser paga
A Tv desportiva,
Fosse mais contida
No qu’o Pedro amarga…

S’eu não vou ao estádio
Aqui da segunda circular,
Porque me dá mal-estar
Vê-los no seu gáudio…

Tenho que levar
Ali na TV,
C’o qu’o Pedro vê
Lá no seu “narrar”?

E já vermelho
Por ser derrotado,
Estar ali estampado
No meu aparelho??

Ó Pedro, mais calma!
O benfica é o povo!
Não nos morra novo,
Que pr’a lá vai outra alma

Comentar o benfica,
Na SportTV…
E o Pedro nem se crê
Como ele s’explica!!

Do seu admirador,

Joker

Um grande TEÓRICO! (Era pior c'os pés)

Um grande TEÓRICO! (Era pior c’os pés)

Esquizofrenia


Veja lá Sr.Doutor,
O estado em que m’encontro,
Que num tempo de desconto
Sinto ódio e amor!?

Vou da depressão
À euforia!
Da prostração à alegria
Num choro d’exaltação!?

E tanto vejo trevas
Com’os campos Elíseos,
E nestes meus delírios
Já não tenho dúvidas!

Onde vi’o inferno,
Vejo agora o paraíso,
E largo um imenso sorriso
Do demo!

Sinto-me capaz
De conquistar o ceptro,
Mas estou nisso incerto
Como se faz!?

Eufórico não durmo,
Frustrado nem pestanejo,
E largo-me num ensejo
Sem rumo…

Quero e acredito,
Mas se não consigo?
Acha-me em perigo
D’apito?

Ouço lá uns silvos,
De cujo significado,
Se faria um tratado
De cem livros!

Uma nova ciência
De Psiquiatria,
Numa vasta literacia
De tod’a inocência!!

Ah, caro Doutor,
Tenh’o coração aos pulos,
Será p’la falta de golos
Ou do tremor?

Creio no Espírito Santo,
E na santa Igreja,
Mas qu’o meu mal seja
O desencanto?!

E perdendo o credo,
Não vivo do milagre,
Mas no travo agre
Não tenho medo!!

Sei-o diabo
Que me vem aqui tentar,
E que temos que ganhar
Fintando-lh’o rabo!

Sim, que mand’a mona
Pr’a nos embruxar,
E um boneco a jogar
Por ma(t)rafona!?

Isto são visões?
É o seu diagnóstico?
Mas eu nem sou agnóstico,
E acredito em dragões!?

Tenho que me curar
Destas aventesmas?
São como aneurismas?
Podem matar?

Pois nisto que mate,
Mas tão só o borrego!
Que viver com medo
É o próprio enfarte!!

E s’ainda acredito?
Quero acreditar!
Mas, estarei a delirar
Porque está escrito?

E aquela catarse
D’uma equipa unida?
Soube-me p’la vida
Como se dum êxtase!

É uma histeria?
Mas que quer, Doutor?
Entr’o ódio e o amor
Sobr’a esquizofrenia…

Mas s’esquizofrénico
Hoje a vida é bela,
E a semana é vê-la
Já como um balsâmico…

Pois tenh’a impressão
Qu’isto vai dar Pizza,
E se me solt’a risa,
É desta que fico são!!

Joker

BRUTAL!!!!

BRUTAL!!!!

Fatalidade


Olh’a novidade:
Perdeu o benfica!!?
Quem é qu’acredita
Em tal fatalidade?!

Rumo ao 36
E já embalados,
Foram derrotados
Como mandam as leis!!

Já que sem o Capela
A coisa pia mais fino,
E até o Marítimo
Joga mais à bola!

E agor’a Napolitana
Que não serv’o Barbas,
Pode dar-lhes favas
Mais uma semana!!

Estava tudo vencido
No reino lampião,
Mas a coroação
Está em rei tremido…

E venham os lagartos
Aqui repôr justiça,
E voto em tal premissa
De campeões já certos!

Pois c’o Nuno ao leme
Lá nos seus desenhos,
Tem o meu Porto sonhos,
Muito ao de leve…

Quero acreditar
Qu’ainda é possível,
Mas não o acho críve!
Só por s’o desenhar!

Castelos de fábulas
Que não ouso sonhar,
De ver a bola entrar
Entre as tábuas…

Coisa já tão rara
Neste “Ser-se Porto!”,
Que no meu sono curto
A bola pára!!

É tod’a uma ânsia
De ver a bola entrar,
Que cheg’a “acordar”
Na minha infância!?

Quando por favor,
Vencíamos um em vinte,
E o Porto er’o pedinte
Em tal tremor…

Mas hoje, desperto,
Nesta sensação:
O já feito campeão
Perdeu o ceptro?!

E a festa propalada
Do fim-de-semana,
Já não nos engana,
Na goleada…

Lá vai o Jesus
Fazer miséria…
E tanta, tanta léria,
Ficar na luz!!

E o tetra
Lá ficar par’as calendas,
E a Europa, sem as prendas,
Na mesma meta…

Joker

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Só falta a seguir fazer uma promoção dos jogos do glorizgozo com o Jorge Máximo, tipo “Os jogos são com’as virgens, é violá-los nas suas origens!…”

ÉS!


ÉS!

Entre o parecer e o ser,
ÉS!

Vagas e marés…
E em tod’o mar te ter!

Uma terra imensa
Feita de mil pés!

Eu sei o que ÉS!…
E nisso sei-te querer!

Tod’a imensidão,
Num sorriso teu…
E o mundo é todo meu
Em significação!

Essa imensa partícula
Não-local,
E o espaço-sideral
Qu’a significa!

A tremenda evocação
Da realidade,
E tod’a eternidade
De duração…

ÉS!

A minha consciência
Em tal amor…
E um plano-primor
Desta existência!

ÉS a correlação
Desta matéria,
A minha fonte-primária
D’inspiração…

ÉS!

Love U!!

Parabéns, Sweet Heart!

uni

Perdida…


Perdida…

(Primeiras) Impressões

“Assim vai o Terra”
Pens’a gaivota…
E nesse vai-e-volta
A gaivota espera..

Esper’a mudança
No mundo “imutável”,
E ela, incansável,
Já lhe perd’a espr’ança…

“Que civilização!”
Torn’a pensar!
Qu’ela tem vagar
Em tal destruição….

Perdem-se valores,
Na competitividade…
E perde-se a cidade
C’os seus arredores…

E na confluência
Entr’a terra e o mar,
Quem lhe está a pairar
Na sua impotência?

Aquela gaivota
Como que “pensadora”,
Eterna predadora
Do homem na lota…

Qu’ela se adequa
Ao modernos tempos,
E esconde-se dos ventos
Na humana rua…

Toma-lhe os “dejectos”
Da civilização,
Mas tem compreensão
Dos maiores efeitos…

E que pode fazer
A pequena gaivota,
Senão esperar, absorta,
Outro entardecer?

Que nas tempestades
A gaivota aterra,
E na cidade espera
Oportunidades…

Um outro negócio
De ocasião,
Um peixe no chão,
Ou no lixo tóxico…

Um grande bazar
Mesmo à sua vista!!
Há quem lhe resista
Se puder pagar?

E só o predador

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Insegurança


Não há nada pior
Que morrer de ridículo,
Que nesta vida o circo
Tem “aviador”…

Antes nisto morrer
Que vingar por palhaço,
E ao grande estardalhaço
Não sobreviver…

Querer passar imagem
De grande humanista,
E ser-se “humorista”
Em tal mensagem!?

Como s’o passado
Por nós não falasse,
E nisto se declarasse
O tempo trocado?!

Todo um engano
Essa nossa prática,
E na coisa trágica
Emergisse o lado humano!?

Antes pois morrer
Que nisto um palhaço,
Que não me daria enlaço
Ter qu’assim o ler…

E morrer de vergonha
Em tal incentivo,
Que disso não me sirvo
Por “cunha”!

Antes a morte
Que nisto fingir;
E não ter qu’ouvir
A sua “voz forte”…

Qu’em tal liderança
Só vej’o ridículo,
E na vida, um circo
D’insegurança…

Joker

mundo-mascaras-palhaco-20031017-001

É só escolher a máscara…

Zero!


Zero!
Zero absoluto!
Nem eu já luto,
Ou exaspero!

Um completo zero
Ou coisa nenhuma!
Nem réstia d’alma
Pr’a apontar o erro!

Esta prostração
Por fatalidade!
Falta-m’a capacidade
Pr’a outra emoção…

A total descrença
No que foi o Porto!
E que hoje jaz morto
Na minha indiferença!?

Nem o jogo vejo,
Sequer o resultado!?
E s’acabado
Já sei o desfecho…

Este fatalismo
Tão português,
Chegou à minha vez
Como niilismo!

Já não sei de nada,
Nem quero saber,
E, nisto sei-m’a morrer
Na obra inacabada…

Aquele velho símbolo,
Antes perdedor…
O meu grande amor
Na humanização d’um ídolo!

De grandes alegrias,
Que nunca esquecerei!
Grande, com’um rei
Em tantas gritarias!!

Hoje recalcadas
Na morte anunciada,
E a sorte estar jogada
Há tantas jornadas…

O sintoma d’abandono
No sonho de tal glória,
E nem uma vitória
Já me tir’o sono…

A total ausência
Da ligação carnal,
E ter por natural
Essa carência…

Já não sentir no peito
O fulgor dessa batalha,
E ver tud’a “maralha”
Num jogo desfeito…

E as peças sucessivas
Caírem como bispos,
E os líderes serem vistos
Ainda com sete vidas…

Não lhes desej’a morte,
Apenas discernimento,
E dar o seu assento
A outro norte!

Uma nova vitalidade,
Um jorro d’outro sangue!
Um Porto sem ter gangue
De liberdade!

E nessa força-vivente,
Notar as cores sagradas!
E as camisolas, suadas,
Como antigamente!!

Ressuscitar o amor,
O nosso veio sagrado!!
E o Porto ser amado,
Num gesto abrasador!!

Um bafo do dragão
A aquecer-nos o espírito,
E sentir que tal mito
Tem encarnação!!!

E nessa chama quente
Ter o peito em brasa,
E o Porto estar em casa
C’a sua gente!!

Unidos em tal voz
Nessa força de vontade,
E até ter na cidade
Uma de nós!

E abrirem-se avenidas
Ao cortejo de vitória,
E o povo ficar na história
Em tantos vivas!!

Um sonho já perfeito
Qu’hoje se desfaz,
E eu que nem sou capaz
De sentir o peito…

O símbolo sagrado
No escudo da cidade,
E a minha edilidade
Estar noutro lado…

Com vós em pensamento
Sou filho de tal terra,
E o Porto a minha “guerra”
Por juramento!

E agora que vencido
Em terra que não “minha”,
Não vive quem definha,
Já combalido…

Um zero!
Do tudo, o nada…
E a alma, já d’abalada,
No próprio enterro…

Joker

Sem alma...

Sem alma…

Poemário anual da A.P.O.R.C.O – A coletânea global (1000 páginas) :-)


KINDLE EDITION

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PORCOS A VOAR II – Publicações


porcos-a-voar-ii

KINDLE EDITION

Ditaduras


Querer comparar
Fidel com Augusto,
Só a muito custo…
Sem se politizar!

Há comparação
Entre derrubar Salvador,
E um ditador
P’la revolução?

Histórias da História
Qu’hoje são anacrónicas,
E só por mnemónicas
Nos trazem à memória!

Ambas ditaduras
D’um ao outro extremo,
Na forma de governo,
E políticas duras…

E se nisto vemos
Alguma (grande) diferença,
Já temos a sentença
Qu’alguma pertencemos!?

Somos comunistas,
Ou nisto de direita,
Porque a razão, perfeita,
Está em tais analistas!

Somos conotados
Com esses regimes,
Porque somos firmes,
E não enganados!

E s’uma alta patente
Derrub’a democracia,
Com a ajuda da CIA,
E mat’o presidente…

É um acto “igual”
À dita revolução
Que, com armas na mão
Derrub’o “General”…

E aquele Presidente
Democraticamente eleito,
Se morto em tal “feito”
É-o na ordem vigente!?

E nisto é-se idêntico
Nas comuns valas,
Que nisto com balas
Se faz o silêncio…

O homem de farda negra,
Com d’óculos escuros,
Perdura nos “muros”
Da nossa fria guerra…

Internacional,
Por ser criminoso,
É um avô caridoso
Pr’o mundo “plural”…

E o carismático,
Também ditador,
É feito penhor
Do jugo “democrático”!?

Na crise da guerra
É ele o diabo,
Porque não enfi’o rabo
Na terra…

E enfrent’a potência
De travo imperialista,
Pois só um comunista
Tem tal “ingerência”…

E nos seus pecados
Permanece impassível,
Porque sabe qu’o missel
Estará dos dois lados!

E na sua soberania
D’Estado,
Conquista o legado
Da sua via…

É discutível
Tal feito numa ditadura,
Que dura e dura
Por incorrigível….

Mantém-se atreita
Aos seus ideais,
Que não sendo plurais,
Nem nunca eleita!

Não é comparável
A Pinochet,
E quem isto não vê
Na razão responsável?

E dos desaparecidos
De que rez’a História,
Onde fic’a sua glória
D’abatidos?

Lutar p’la democracia
Tem outra legitimidade,
E s’isso dá clandestinidade,
Seja ess’a via!!

Mas nisso se confirme
A comparação,
Há usurpação
Quando nisso há crime!!

Qu’a revolução
Nos tempos d’outrora,
Era outra história
Nesta evolução!

Era outro excerto
D’idelologias,
E de “guerras frias”
A fazer concerto…

Mas nesse semblante
O “libertador”,
Não er’o ditador
De traje elegante…

Er’a aspiração
Da massa popular,
Que não tinha como pagar
Sequer a alimentação…

E nisto comparar
Esse homicida,
De semblante sem vida…
Que fez bombardear

O símbolo da Nação (!?),
C’a imagem do cubano,
A fumar o seu habano
Só por “filiação”!!

Joker

fidel-pinochet

Duas faces da mesma moeda?

Carta ao Pai Natal


Caro Pai Natal,
O que me porto bem!
E não há nisto ninguém
Que me seja igual!!

E peço-te este Natal
Uma coisa singela:
Não ficar a meio da tabela
No campeonato de Portugal!?

Quedar-me c’o terceiro,
Quanto muito c’o quinto,
E é-me indistinto
Ver o benfica em primeiro!?

Tu sabes quanto me resigno
A ter qu’admitir tal facto,
Mas se ficar em quarto,
Eu desde já assino!!!

E vem com alarido
Doar-mo p’la chaminé,
Qu’eu já não dou fé,
Por estar mal dormido….

Podes gritar “Feliz Natal”
Qu’eu não vou acordar,
Qu’eu quero hibernar
Pr’a outro “local”,,,,

Ah, traz-me um tapa-ouvidos,
Como prenda acessória,
Pr’a não ter qu’ouir a mesma história
Dias seguidos…

C’o benfica campeão
Vai ser uma mar de festa,
E Portugal, é desta
Qu’abate a inflação!!

E ouvi-los a gritar
“Gloriosos”…
Em gritos langorosos
A ulular…

Não tenho capacidade
D’os aguentar mais um ano;
Arranja-me um plano
De liberdade!!

O meu Porto
Já não é essa “terra”,
Porque morreu na guerra,
Absorto….

Um mero moribundo
Arrastou-se no Restelo,
E eu a vê-lo
Sem mundo…

Uma triste notícia
De “fim d’época”,
E dessa triste réplica
O Porto é um peluche, uma pelícia!!…

E sabes que pr’a bonecos
Já não tenho idade,
Que na minha mocidade
Também vi tais “matrecos”!?…

O tempo volt’a atrás,
À época “gloriosa”,
E a malta anda gulosa
Com tanto ás!!?

Os “benfiqueiros”
Já são aos milhões!!
E mostram-se foliões
Como primeiros!!!

Não os via inúmeros
Desde há três décadas;
Nunca imaginei tantas cabeças
De mouros!!?

Houve a reconquista,
Ou foi só simulacro?
O país é sacro
Ou maometista?

Traz-me um turbante
Pr’a me disfarçar,
Qu’eu ando a jejuar
Bastante…

E não há volt’a dar
Só c’o Espírito Santo,
E e eu não creio tanto
Qu’ Papa vá voltar!!

Qu’o Porto já morreu
É dose de cavalo,
Mas maior é o abalo
Qu’o benfica é o céu!!

Dá-me outra opção
Como prenda,
Não sejas uma lenda
Ou fabulação!

Arranja-me uma vaga
No campeonato,
Qu’eu dou de barato
Esta aziaga!

O quê?
Não és milagreiro?
E o lugar primeiro
Já se te vê?!

Ok, só um bilhete
Pr’a qualquer lado!!
Qu’até em jogo-jogado
Isto é um frete!

Não há nad’a fazer,
Traz-me “Rennie”,
E fico-me por aqui
A dissolver…

Joker

Cap. III – A Temperança (Auto dos Navegantes)


Cap. IIIA Temperança

A barca recuperada nas suas atribuições, debelada nos seus rombos e, aprumada na sua orientação, apresta-se a navegar ao Novo Mundo, tomando como destino Porto Seguro…

Capitão – Eia lá, rapaziada! Está tudo pront’a partir? Isto agora vai parir uma grande armada!!

Imediato – Agora é que vão ser elas, ó meu grande Capitão! O qu’aqui vai d’emoção! Içar as velas!!!

Pequeno-Capitão – Agora é sempr’a eito! Já passamos p’lo estreito, e o mar está desbravado! É seguir ao El dorado!

Piloto – (…mas isto está tudo trocado!?)

Chega-se El-Rei ao pontão, com um novo Capitão…

El Rei – Eia lá, meu caro amigo! Tenha lá calma consigo, que lhe trago uma ajudante para seguir consigo adiante…

Capitão – Majestade, que indignidade… Há séculos que sou Capitão da caravela da nação!!?

El-Rei – Não vos incomodeis, meu bom D. Casto, o caminho até lá é nefasto, e a barca custou dez mil reis!! Há que ter franco cuidado, não vá o caminho ser trocado, e aportar-vos de novo a África, sem glória franca ou táctica… E aqui me basto!!

Assoma-se a Capitã d’El Rei, e numa carícia elegante, dá ao Capitão o sextante…

Capitã – A nau é sua, meu caro Casto! Eu só m’atasco a olhar a lua, e ver as estrelas a navegar! E só vou estar a dar às velas!

Piloto – (…balelas!)

El-Rei – Com dois timoneiros é-se previdente! Qu’aí há gente… Flibusteiros! Que nos querem mal! E Portugal é dos primeiros!!

Imediato – Mas, Excelência, por previdência, por cá estou eu! E não há breu, ou ingerência, que nos naufrague! Qu’eu tenho a nave na Intendência!!

El-Rei – Consta que sim, bom D. Fernando, mas no comando ouve chinfrim! E já s’ouvem vozes, que por audazes, me chegam a mim…

Dino, o cão – Caíííímmmmmmm!!!…

Capitão – Calado, cão!! Fal’a Nação, pois tem cuidado!!

El-Rei – É só uns meses, pr’a estagiar… A Capitã não tomará o teu lugar junto dos Deuses! És imortal nesta Nação, um campeão de Portugal! Foste o descobridor de novas rotas, abriste as portas ao Equador, descobriste o sextante, incentivaste o navegante, optimizaste processos, fizeste relatório dos excessos, e cartas maiores de navegação que te eternizarão!

Piloto – (…xiiii, que canção!)

Capitão – V. Excelência tem-me em penhor! Se já passei o cabo Bojador, se já destronei o Adamastor, é agora que me vetais a competência?

El-Rei – Dos capitães, vós sois o Gama, e vossa fama nunca temeis! Tenho-vos em conta pr’a esta viagem, mas aquela abordagem deu-vos má montra…

Capitão – Mas… era só um bando, salteadores! Uns amadores! E sem comando!

El-Rei – Consta que lá vinha o Barba-Roxa, que não é trouxa, nem vai na onda…

Piloto – (…com’a terra é redonda!)

Capitão – Nem ficaram perto!! E no mar aberto nem se viu rosto! E ao sol-posto, um mar deserto…

El-Rei – Mas ele ronda, anda na quilha! De ilha em ilha, por detrás da onda, ele lá espreita… E V. Senhoria nem suspeita!! Não cheg’o cão pr’o defender; e se morrer na circum-navegação?

Capitã – Pois cá estarei eu, com temperança! Haja confiança! Aqui D’El Rei!!

Capitão – Com temperança? Mas, não há esperança noutras virtudes? E contr’os ventos rudes onde fic’a “lança”?

Capitã – Não é por África, pois com certeza!! Qu’em tal destreza perdeu o mapa…

Piloto – (…ai, a macaca!!)

El-Rei – Tenhais lá calma, e fraternidade! Haja amizade, e muita alma! Qu’o grande poeta, dito Camões, lá viu Barões na praia deserta…

Pequeno-Capitão – Mas era um lírico, um pinga-amores!! E morreu sem confessores, nem panegírico!!

El-Rei – Mas está na História, por escrever versos, e aos outros, os “textos” não lhes deram glória…

Imediato – Mas quiçá, uma vitória…

El-Rei – …e de que serve vingar a honra, se há quem morra sem “navegar”?

Capitão – Mas aqui navega-se e com sucesso! E não há reverso no que se lega!!

El-Rei – S’isso é sucesso, a terra é sua! E tom’a lua e o universo! Qu’a maior ética não é vingar, e sim navegar a “Ítaca”!!

Capitão – A Ítaca? Majestade, onde é lá isso? É um ponto fronteiriço, uma nova oportunidade?

Imediato – É uma terra nova? Fic’a Ocidente?

Piloto – (…tão eloquente!)

El-Rei – É o ideal, é a força-vivente! Não fic’a Ocidente, nem a Oriente; é a força-moral, meu inteligente!!

Pequeno-Capitão – Ah, assim de repente, pensaria V. Excelência em que local?

Piloto – (…falta cumpri-lo em Portugal!?)

El-Rei – …Meu animal!!!…

Fim

nau

Porcos a voar II


A caminho, pr’a fechar a loja!!

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Desisto!


Não desisto
De mudar o mundo,
Mas não esgravato mais fundo
Qu’isto!

É tão evidente
A prova do “crime”,
Qu’isto, “in limine”,
É tudo inocente!

E seguind’o sistema
Quase por igual,
Sou eu qu’estou mal
Na medida da pena!

Ainda vou preso
Por querer justiça,
Porqu’a minha cobiça
É tornar-me mais teso!

E quem lá promove
As “férias” em grupeta,
Ainda dá ares de vedeta
Naquilo que “move”…

E tão bem conservado
Na sua aparência,
Ainda traja inocência
No riso aclamado!

E há tanto cinismo
Aqui na refrega,
Que tod’a gente lhe nega
O seu dualismo!

E ainda s’incentiva
A moral de gente,
Que nisto à frente,
Apenas por conviva!

É apreciar
Por lá o seu histórico,
E ver o seu categórico
Exemplar!?

A ordem é calar
A vergonha passada,
E fingir aclamada
A era do “colaborar”…

E nist’a desistência
Não é em razão do medo,
É já por não ter credo
Nesta resistência!

Não, não val’a pena,
Querer mudar sozinho,
Porque em tal caminho
A via é pequena…

E só lá fic’a espaço
Pr’os predestinados,
E mais galardoados
No seu embaraço!

Mas tal continua,
Mesmo por vergonha,
E a aposta medonha
Que não se recua…

E só nist’o tempo
Pode definir,
O que vem a seguir
Em tão crasso exemplo!

E o que vier
É o que se merece,
Porque tudo acontece
Naquilo que se quer!

E se se concorda
Com o estado de tal,
É fazer igual
Que ninguém acorda!

E mesmo que visto
Tal constrangimento,
Resiste o sentimento
“Que não passa disto”…

E temos por normal
A prática corrupta,
E “ninguém tem a culpa”
Do estado actual…

E ainda s’afaga
O ego corrupto,
Esquecendo-se o insulto
De quem “avançava”…

E o populismo
Ganha força vidente,
E nisto há mais gente
Em tal seguidismo…

Esquecendo qu’esses
Nos “anos dourados”,
Viviam treinados
Como bons fregueses!

Pois nisto desisto,
Estou farto de merda!
E a vida é uma perda,
Se nisto resisto!

Basta-me saber
Que não lhes sou igual,
E um dia, sem mal,
Tudo lhes acontecer…

Como s’o Universo
Tivesse as suas leis,
E até duques e reis
Sentissem o efeito…

E nisto desito,
Mas não de viver,
Tenho mais que fazer
Que dar conta disto!?

S’esta é vontade
De quem assim nos rege,
Este mundo negro é bege
De claridade!

E é assim viver
O melhor que se pode,
E já que nada se “sabe”,
Nada nos pode acontecer…

🙂

Joker

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Mundo suíno


O mundo é suíno,
Está entregue aos porcos!
E os outros, roucos
De gritar o hino!?

O nacionalismo
É nisto exacebrbado,
Qu’o mundo está tomado
P’lo suinísmo!

Pr’a quê hastear a bandeira
Das cores nacionais,
Se só os porcos são iguais
Em qualquer cimeira!?

E seja no continente
Ou mesmo ali nas ilhas,
O porco segue as trilhas
De tod’o remanescente!!

Qu’o porco-ilhéu
É producto de qualidade,
E da nacionalidade,
O melhor pitéu!

É um mundo suíno
Este onde vivemos,
E valem-nos os torresmos
C’um copo de vinho!

Qu’o resto é viver
Neste mundo tão porco,
Que nisto m’apouco
Só por o descrever…

São já parcas letras
Sobr’o mundo dos suínos,
Que lhes sei os destinos
Nas patas negras!

E nisto m’esgoto
Qu’é deles o mundo,
E como é imundo
O seu esgoto!

Não val’a pena
Continuar a lutar,
Que pr’a este mundo mudar
Nem c’uma quarentena!!

Estamos infectos
Da peste suína,
E a estirpe assassina
Têm-nos já recos!!

Estamos em metamorfose
No processo sanguíneo,
E já sint’o domínio
Desta virose!!

Já emito guinchos
P’las minhas sinapses,
E antevejo as “frases”
Dos bichos!?

O domínio é total
Desta epidemia,
E mais dia menos dia
Temos Porcogal!…

Acordei mais cerdo
Hoje p’la manhã,
E a peste já está meã
No meu dedo…

Não consigo teclar
C’a mesma incidência,
E uma pata em saliência
Está nist’o martelar!!

Tac, tac, tac…

E já martel’o cerdo
C’os dois tocos;
Os versos saem-me trôpegos
Na falta de dedo!?

Todo eu sou suíno
Já no pensamento:
Sim, sim, quero um aumento;
Não interess’o destino!!

Sim, sim, eu troco
Por maior entrega!!
Que se lixe a regra
Que me dá pouco!!

Eu quer’o chiqueiro
Pr’a chafurdar!!
Quem me quer igualar
No cheiro?!

Já só vej’a hora
De voltar a comer…
O que me está a acontecer
Na veia motora???

Já só abr’a glote
Para deglutir…
E já me ouço a grunhir
Por mote!!

Quero mais!!!
Solta-se-me o grunhido…
E já sou servido
Por outros animais!!

É tudo à farta
No mundo suíno!!!
Como e não assino…
Qu’enfarta!!

Ah, o mundo é lindo,
E não há chiqueiro,
E até o cheiro
É findo…

Não, não é fiasco,
Ser nisto suíno!
E s’o meu destino
É fazer de churrasco…

Vou encher a mula
Enquanto o puder!
E se mais não houver,
Há gula!

E depois já gordo
Como um peixe-balão,
Faço a digestão
Num pau-de-louro!

E assim a estirpe
Dá continuidade,
À productividade
Torpe….

E o mundo suíno
Dá expansão universal,
Que já não é só Porcogal
O meu destino!!

Tenho-me na dose
Dum destino farto,
Já sou um porco-nato
Por metamorfose…

Joker

o_porco_passado_a_limpo

Cap II – A Bonança (Auto dos navegantes)


Capitulo II – A Bonança

Aporta a barca a Marrocos, depois da levada de ventos e outros sofrimentos; achega-se o Capitão à proa:

Capitão – Ah, finalmente a bonança… Qu’isto me dá confiança para ir mais além, e haja alguém que me tire agora a liderança!

Imediato – Sempre acreditei, meu Capitão! O tempo, esse ladrão, quer-nos sem lei nem provimento!

Pequeno-Capitão – Que bela terra, a de Marrocos! Veja Capitão, quantos cachopos nos vêm comer à mão! Aqui hei-de vir c’a minha esposa, qu’é boa moça e, nada gulosa de se porvir! Basta-se com uns cus-cus, c’umas alcaparras e, umas poucas parras d’ovos d’avestruz!

Piloto – (Isso comem os gnus!) – Diz em contrabaixo o nosso piloto que, sendo maroto, não lhes rap’o tacho…

Capitão – Anda cá ó Dino, o raio do cão! Não lhe deram a ração, qu’ele está sem tino! Não pára de ladrar, o raio do cão, o qu’anda a rondar aqui na contramão??

Imediato – É a barca mourisca, que nos vai abalroar! Há nisto qu’os parar, senão não há terra à vista! E com tanto canhão a sair dos alçapões, não serão os trovões a nossa perdição…

Capitão – É de marcha-à ré, e sair de Melilla! isto é uma armadilha de má-fé!! Vamos, tudo avante, pega no sextante e levanta-me a quilha!!

Imediato – Ai, meu Capitão, qu’é desta! Isto era uma festa, e agora o que s’apresta??

Pequeno-Capitão – Ai, estes mouros, piratas! Ímpios, iconoclastas! Que se nos roubam os tesouros!! Longe, longe, tais agouros!! Mas… parece o Barba-Roxa, que s’arremeda na proa!! Fujamos, fujamos pr’a Lisboa!!!

Piloto – É pr’a ond’a nossa rota? Já há definição? Vou na optimização ou dou a volta?

Capitão – Vai em frente, cretino!! Foge ao teu destino inclemente!

Imediato – Meu Capitão, há uma escapatória! Tomemos a trajectória manual, qu’este barco se tem dual na sua história! É navegar, sem se parar, e programar só de boa-memória!!

Pequeno-Capitão – Que bela ideia! Fugir à teia, içando a vela!!

Piloto – (É mais do mesmo, é sempr’a esmo…)

Capitão – Vamos em frente, qu’atrás vem gente, pr’a tomar o saque! É fugir ao ataque dos marroquinos! Assassinos!!

Imediato – Não chegámos a Porto Seguro, mas chegados a Lisboa, já s’porta o barco à proa até Outubro. E depois com tempo ameno, já preparamos o “terreno” …

Pequeno-Capitão – E aumentamos o botim!!

Piloto – (Vai sobrar pr’a mim…)

Capitão – …E navegamos a Coxim!!

Dino, o cãoCaííímmmmmmm, caííímmmm!!!!….

Navega a nau a tod’a bolina de regresso a Lisboa e, o Capitão na sua proa observa como os piratas marroquinos dão meia-volta a Melilla, perdida a presa no rasto da sua navegação sinuosa…

Capitão – Terra à vista! Eis que terra mais linda; o promontório de Belém! Ámen! (E qu’esta viaja, já finda, não seja percurso inglório a tal conquista!)

Imediato – Que felicidade, Capitão! Ponha-me aqui a mão!! O que me bate o coração em liberdade!!

Pequeno-Capitão – Hurra, hurra!! Mil salvas ao Capitão! Que nação caturra!!!

Piloto – (…e burra!)

( Continua)

barcos-piratas

Sucesso!


Consta que foi um sucesso
O aniversário da casa,
E que nisto segu’a saga
Deste meu texto…

Pois que nist’o bar
Tem múltiplas vidas,
E bem sucedidas
No famoso par!

Que nisto tem nervo
O casal corrupto,
E já me dá o troco
Do seu acervo!!

E é tão popular
O bar d’Odivelas,
Qu’eram eles e elas
A querer entrar!!

E imensa “bicha”
Mesmo ali à porta,
Porque quando toc’a nota
Ninguém me lixa!!!

E até o correio-mor
Ali meteu um gosto,
Porque niss’o seu posto
Dá-lhe outro pudor!!

E o casal feliz
C’a casa cheia,
Já promete uma ceia
A quem transportar um Cabriz!!

Há licitações
E muitas mãos no ar!
A quem falta pagar
As compensações?

Diz nist’o conviva
Do alto do balcão,
De garrafa na mão
Pr’a qu’ele o sirva!

Há nisto um amigo
A haver?
Não há qu’esconder
O recibo!!

Aqui é gente boa,
E de porta aberta!!
E hoje está mais alerta
Qu’o Krakatoa!

Que nist’o vulcão
Está quase parado,
Depois de ter jorrado
Farta publicação!

E se mais jorrar
Pode abafar a ilha,
E inundar de gravilha
O fundo do mar…

Sim, foi um sucesso
Este aniversário,
E o bar está libertário
Em tão fraco nexo

E pr’o ano mais um
Ano d’existência,
Que não há concorrência
No que toc’o “Rum”!!

Joker

santa

Com o “Santa Teresa” é sempr’a aviar!

César!!


O Império
Vai perder o Imperador!!
Ai, que dor,
Que necrotério!!

Também tu, Bruto?
Foi sua última fala,
E ele já s’abala,
Por último…

O grande republicano,
Vai-se já finar,
E em sem lugar
Um Império decano!!

Mas que magistério
Fez o César Júlio!!
E que pecúlio
Tão sério…

Na última passagem
P’lo Rubicão,
Só teve acção
Pr’a uma paragem!!?

É assim o dito
Dum Imperador,
Qu’o planeador
Lh’ergueu o mito!!

E no último mês
Do seu poder,
Ele fez por querer
Parar de vez!!

Bravo, Imperador!
Salve, ó Júlio!!
Temos-te orgulho,
E mais amor!!

E tanta falta
Nos vais fazer,
Qu’ainda te vão querer
De novo na ribalta!!

Cabrão do Bruto,
Que te deu o golpe!
Ainda estavas top,
E todo enxuto!

Ainda tinhas peito
Pra muito conquistar,
E ainda mais tomar
Tud’a eito!!

E depois da Gália
Já vinh’a Germânia,
A Mauritãnia,
E aind’a Tessália!!

Tanto mundo aberto
Pra se conquistar,
E te galardoar
Ainda c’o deserto!

E assim te vais
Sem sequer um adeus?
Tu qu’eras um Deus
Dos imortais?!

E  na última vaga
Nem sequer o circo?
E esvai-se o teu mito
Sem maior paga?

Merecias mais,
Uma coroa de louros,
Pr’a juntar aos teus tesouros
D’ideais!?

Fic’o teu exemplo
Pr’o curso da História,
E saber qu’a glória
“Morreu” sem aumento…

Joker

frase-os-covardes-morrem-muito-antes-de-sua-verdadeira-morte-julio-cesar-138888

Massacre!?


Dizem que foi um massacre
Ali aos pés d’Istambul,
E que tomaram a Mesquita Azul
Como se foss’o Acre!

E esse “cristão”
Trajado d’encarnado,
Se tivesse vingado
Sobr’as muralhas do Sultão!!

E já bem conquistada
A anterior Bizâncio,
Lhes sobejasse o ranço
Na vitória (já) aclamada!!

Mas eis que nist’o Turco
Nos pés dum Português,
Já se lhes mete três
Ao cerco!!

E não é qu’a derrocada
De tal “massacre”,
Já nisto dá empate
Na frente armada!?

Que s’a batalha
Dura mais um instante,
O baluarte tom’o sitiante
Em tal muralha!?

E no choro convulsivo
Por tal desfecho,
(Que se diz por desleixo)
Há um cativo!!

Que por clamar Vitória
Antes do tempo,
Já está num sofrimento
D’escapatória…

E s’antes celebrou
No último suspiro,
Eis que nist’o justiceiro
Soçobrou!

E se nada conquista
Em terra turca,
Sabe-se qu’aqui a luta
Está mais que vista!

Aqui não há mesquita
Pr’a se tomar;
Aqui só há qu’orar
Como um jesuíta!

Há sempre uma capela
Num promontório,
E nesse oratório
A “ele” s’apela!!

Aqui o “turco”
Já foi vencido,
E o “culto” convertido
No seu sepulcro!

Aqui o “bom cristão”
Tem a tez moura,
E nunca como agora
Há conversão!

Milhões de crentes
Nesse tal credo,
E um clima de medo
Aos inocentes…

Ou és da religião
Da grande doutrina,
Ou ficas c’a disciplina
Da Comissão!

Se falas contr’a Igreja
De tais capelas,
Nem vale se nisto apelas
Em tal peleja!!

Vais ser condenado
Na praça pública,
E nem te val’a súplica
De seres roubado!!

Ninguém pode atentar
Contr’o “bom juízo”,
Qu’isso dá prejuízo
Por se duvidar!?…

Qu’este Império
É maior qu’o Otomano,
Que nele o samaritano
É um homem sério!!?

Em tantas idas e voltas
P’lo mundo afora,
Nunca como agora
Vi tais notas soltas…

Sempr’o mesmo registo
De nomeação;
E sempre o campeão
Já estar previsto!!

Um massacre evidente,
Ao intervalo…
E no fim um grande galo,
E a mesma gente…

Joker

besiktas

Massa…Quê?

Com papas e bolos…


Dessa escola da Portela
Veio o tratado da Paideia
E, pleno de plateia,
Dá o político à trela!

Tem espaço d’opinião
Na folha do partido,
Qu’o serviço público é tido
No ego d’eleição!

E não é ensimesmado
Nessa interacção,
Que da publicação
Se faz o seu tratado!!

É um tratado de bem,
De coragem e responsabilidade,
E se não fosse a hilaridade
Vinda de quem….

Com papas e bolos
Se faz desenvolvimento social,
Porque este é o Portugal
Dos tolos!!

A “real utilidade publica”
Destes dirigentes,
É serem inconsequentes
Até à última!!

Mas muito opina
Em verborreia,
Quem se granjeia
Em tal auto-estima!!

Diz que sem egos
E sem vaidades!?
E de falsidades
Que nem lembra aos cegos!!

E não instrumentaliza
O natureza do cargo,
E nisso já está pago
Porque não precisa!!

É de boa escola,
De grandes dirigentes,
Todos eles eloquentes
P’la mesma bitola!!

Tem o coração
Ali no sítio certo,
E de peito aberto
Arranj’a solução!

Todo ele é entrega
Ao seu cargo político,
Mas apenas “paralítico”
No peso que carrega!!

Ahahaah! Deixa-me rir,
Coragem???
Em que percentagem
Isso é pra dividir?

Apenas a coragem, leste bem?
Não me metas novo processo,
Qu’um político é tão honesto
Quanto mais tem!!

E tu tens muita,
Muita responsabilidade,
Na nossa “anuidade”
Gratuita!!

Que grandiloquência
De verborreia,
Qu’esta Paideia
É maledicência!

E de quem vindo,
Só propaganda,
Pois quem o manda
Está nisto findo…

E o partido
Já indo a votos,
Já perde os egos
Em tal testigo!

E o político,
Da vida pública,
Lá deixa rúbrica
A outro crítico…

E vai voltar,
Já cabisbaixo,
Pois find’o tacho,
Tem que trabalhar!!

Joker

Moção pra se acabar c'o direito à greve!

Moção pra se acabar c’o fim do exercício do direito à greve!

É já a seguir!


Um marco histórico, um registo milenar!

Um marco histórico, um registo milenar!

Mega-Aniversário!


Parabéns pr’a vocês,
Nesta data querida!
É fazer p’la vida
Enquanto não vem o xadrez!

E comemorar o feito
De mais um aniversário,
Pois qu’o quartenário
Está está a perder-lhe o jeito!

E muitas felicidades
E dinheiro a valer,
E é pô-lo a render
Pr’as futuras dificuldades!!

…E amor, também,
Pr’o casal tão ético!
E um Luanda, simétrico,
Na semana que vem!

E uma caixa de Pêra-Manca,
Pr’a se despachar,
E que seja a lucrar,
Antes de meter a tranca

Na porta do bar!
Fechado pr’a liquidação,
Por falta de confraternização
Ao luar!

E haja muitos amigos
Que já não dão a cara,
Porque o bar não tem tara
Nessa falta d’arquivos!!

Mas, muita felicidade
Pr’a plantação de Rum,
Que hoje não há só um
Que bat’a foto pr’a posteridade!

E a galeria de notáveis
Já não sorri pr’as fotos,
Mas desejam muitos votos
Amigáveis…

Mas em surdina,
Por medo de conotação!
Não vá lá a inspecção
Esgravatar a mina!

E as finanças
Ver o rótulo às garrafas,
E ainda descobrir patacas
Do tempo d’abundância!!…

Parabéns pr’o menino
Por mais um aniversário,
E s’um dia presidiário…
Hoje é pequenino!!

Parabéns!

Joker

otros627

Queres um Gin, amor? Não, amor, serve-me antes um Luanda…

A manada


Eles não sabem…
E se sabem não veem..
E se veem qu’interessa,
Se tudo o que os lesa,
Noutros se crêem
Que se jazem?

Eles não querem saber,
Nem saber o que se sabe!
E isso que valia lhes tem?
Saber que nisto alguém
A quem tudo cabe
Por saber viver?

E que felicidade
Isso lhes trás?
S’a vida é uma roleta,
E se se têm na sarjeta,
Só porque alguém é capaz
De tal possibilidade?

Não há razão
Pr’a mudar o mundo!
Porque viver
É saber
Que lá no fundo
humanização!?

E quem ordena,
Por todos vela,
Por razoável!
E é indubitável
Qu’a nossa cela
Não é pequena!?

Temos espaço
Pr’a conviver,
E “reflectir”…
E quem vem a seguir
Pode ainda aqui ter
Maior pedaço!?

S’estamos presos
Na consciência,
Ainda estamos vivos!!
Temos amigos,
E suficiência
Nos nossos preços!!

No supermercado,
Enchemos carros
De belos productos!
E ainda temos autos,
Motos e “parros”,
De bem rotulado!!

E se não se gosta
Do nosso trabalho,
Podemos trocar!!
E optimizar
Cartas fora-do-baralho
Pr’a se ganhar ‘aposta!

Producto neo-liberal,
Sem réstia de vontade,
E auto-consciência!
Qu’a sua militância
É a familiaridade
C’o “poder local”!

E isso qu’interessa,
A corrupção
Da vida e dos valores?
S’a loja de penhores
Me fizer a avaliação
De mais uma peça?

O jugo do dinheiro
Aos escravos desta era,
Na ânsia de mais ter!
E nisto, e s’o sofrer
Vingar nessa quimera
O plano financeiro?

Não, nada se sabe,
Do ímpio e do corrupto,
Aqui ao nosso lado…
E se há nisto culpado,
Eu sou nisso o inculto
Naquilo que lhe cabe!!

E isso de direitos
É coisa muito vaga,
Palavras sem sentido..
Mais vale ter um amigo
Que sempre que nos “salva”
Nos toma mais defeitos!!

E guarda por penhor,
A nossa garantia
Da “palavra d’honra”!?
E eu pois nisso morra
S’ele precisar um dia
Do meu eu “salvador”!

E se violar as regras,
Por bom “sindicalista”
Naquilo que dá jeito?
É isso um defeito,
Não querer ser “comunista”
E estar nas listas negras!?

Eu sou, politicamente,
Aquele o mais correcto!
E até pago as quotas!
(É preciso pagar contas)
E assim me tenho erecto,
Acidentalmente…

Porque sempre acerto
Numa qualquer proposta,
Sim, que sempre voto!!
E levanto o escroto,
Sempre que s’arrosta
O combate aberto!

Tenho que sair,
Tenho qu’ir mijar,
Fumar um cigarro!!…
Ai, o qu’eu me cago
Se for pr’a lutar…
Só pr’a dividir!!

Não quero saber,
A não ser do meu!
Qu’o mundo é perigoso…
E adianta-me um grosso
Ter que ser eu
A fazer valer!?

Pr’os cornos do touro,
Querem pois lá ver,
Qu’eu não sou incauto!?!
E não parto um prato,
Pois qu’os sei fazer…
Longe o mau agouro!!

E as represálias?
E o Natal e o ano?
E a “equidade”?!!!
E a “Natalidade”?
E o grande plano
Das “anomalias”?!

E a coincidência
Qu’é ter a família
Ali no quentinho?
E o arranjinho
Pr’a ter se ter alegria
Numa assistência?

E o réveillon,
Na quíntupla erecção
Do nosso menino?
Querem ver qu’o destino
Tem masturbação
Na mão do Leblon?!?!

Não se passa nada,
Está tudo porreiro…
É só mais um ano!…
E não, não há engano,
Pois qu’o mundo inteiro
É uma manada..

Joker

Mééééééééééééé... (Tradução: Não sei de nadaaaaaaaaaa!)

Mééééééééééééé!!!!… Tradução: “Não sei de nadaaaaaaaaaa!”

 

Prémio chorudo!


O visitante 50000, ganha este prémio chorudo*:

(*Infelizmente e, porque não foi encontrado o visitante vencedor, vai o produto da angariação para o Fundo de Solidariedade da A.P.O.R.C.OAssociação de Porcos, Ovídeos, Ruminantes e Cabritos pr’a Optimização)

ex-porcos-a-voar

Tesourinhos (deprimentes) de Natal

Fantasmagórico


Tod’o um mar de siglas,
E nomes-fantasma,
Como s’um ectoplasma
D´épocas antigas…

A velha memória
Dum tempo passado,
E o Natal assombrado
Na norma ilusória!

Uma assombração
Tanto voluntarismo,
No mesmo sincretismo
Desta aparição!!

São espectros, são vultos,
Que mandam mensagens,
Querendo as viagens
Pr’os mundos ocultos!!

E no receptáculo
Do medo e do susto,
Já se not’o busto
Do mesmo tentáculo!

É um polvo-medusa
De vontade tenaz,
Pois qu’ele é capaz
Do quadrado da hipotenusa!

E c’a precisão
Do mundo dos espíritos,
Já se ouvem gritos
Pr’a tanta maldição!!!

As mesmas almas
Voltam ao local,
Ali ao Natal
Das noites calmas…

O casal e a prima
Já não estão ocultos,
Porque se tornaram vultos
Vistos cá de cima!!

E mesmo aterradores
Nas suas paragens,
Das suas mensagens
Se verão os horrores!

E o diabo a sete
Que lhes faz o cálculo,
Não ficará intacto
P’lo Natal no nordeste…

Qu’estas aparições
Nos anos de Natal,
Não vingaram por mal
Nas próximas gerações!!

Os fantasmas do passado
De tantas certas siglas,
Nas pessoas amigas
Verão tal resultado!

E o voluntariado
Da massa de mortos-vivos,
Voltarão aos jazigos
Em tal mau-olhado!!

Estes fantasmas-vip
Também pedem favores,
E vão aos confessores
Da velha estirpe…

São siglas especiais
Pr’a tanta assombração,
Que nos rest’a aparição
Dos imortais!

E andam os humanos
Aqui a pedir mais,
S’os passos virtuais
São  inumanos!!?

E o mundo inefável
Dos velhos assombros,
Ainda que nos escombros,
É governável!?…

Joker

skypig

Aniversário


Amanhã há festa
Ali por Odivelas,
E o bar sopr’as velas
Ao tempo que lhe resta!

E o qu’ele bomba
Por lá nessa enchente!
O qu’ali irá de gente
A entrar p’la sombra!!

E a bela da caxupa
Que se servirá a granel?
E tanto malandro de cordel
Cheio de “garupa”!!

Tanta conversa solta
No permeio do gin tónico,
E o arremedo do cómico
Enquanto se manda uma boca!!?

E o bom do anfitrião
Que solt’o sorriso orgulhoso,
Porqu’o negócio doloso
Está quas’a atingir o milhão!!

E a sua primeira-dama
Já faz malas pr’a noitinha,
Porque já nela s’adivinha
Uma chamada pr’a Luanda!

Alô? É a minha santinha?!
Veja lá esta surpresa,
Vai a minha beleza
Buscar uma guitazinha!!

E levar umas garrafas
Pr’os amigos deste bar,
Qu’eles se estão a safar,
Com’o caraças!!

E nós! C’a Pêra-Manca!
Despacha já 3 malas!
Qu’isto está pr’as alcavalas
Enquanto não se manca!!

Se não quiseres avançar
Eu mando aqui o Eusébio,
Qu’ele ja´está meio ébrio
Mas ainda pode traficar!

Toma lá mais um gin!
Ah, gand’a benfiquista!
Tens uma pinta d’artista
Qu’até te nomeio em Latim!

Alea jactae est!!
Vá, já estás no ir!
Nem val’a pena pedir
O destino a leste!!

Tem é que vir o tabaco!
Sim, alguns pacotes!!
C’a malta fuma aos magotes,
Qu’é mais barato!!

É qu’o “trabalho”
É muito stressante,
E há que fumar um “gigante”
Enquanto malho!!

Aqui dá-se no duro,
Não é como no vosso sector!!
Estás a ver-me aviador
A voar no escuro?

A esses grevistas
Que não fazem Nestum!!
Eu queimava-os um a um
Por sindicalistas!!

Mas hoje é celebração
E fogo só d’artifício,
Qu’isto parece um comício
Da coligação!!

Amigos à frente!!
É o nosso lema,
E só tenho pena
De ser tanta gente…

Qu’isto pr’a gerir
Já lhe perc’a conta,
E da malta que desponta
Tenho que nisto dividir!!

Mas que grande enchente
Aqui vai no bar!
S’isto foss’a pagar
Quem se chegav’a frente?

O que me safa
É qu’a mercadoria é barata;
É quase meia-pataca
A safra!

E ainda que gratuita
A festa sai-lhes cara,
E isto não se declara
Em factura!

Como ia ter lucro
A encher mamões,
E metê-los nos aviões
Sem troco?

E a vivenda
Ía pagá-la a pronto,
Se nisto dava desconto
De renda?

Até o diabo se ria
Qu’o aniversário,
Fosse deficitário
Ao nascer do dia!

E no dealbar da manhã
Não se fizessem contas,
De somas redondas
De gente em afã!

Eu quero mais um!
Quanto é o vermute?
Não há outro azimute
De rum?

Há, mas é mais caro,
Qu’o producto é top!
E esgotas o stock
Dum sabor tão raro…

Eu pag’o preço!!
Manda vir mais uma!
Eu pago tal fortuna,
Mas mereço!!

Sai uma especial
De corrida,
Da melhor bebida
Pr’o meu pessoal!!…

Isso eram tempos
Duma grande pândega,
Mas que hoje abranda
Noutros contratempos…

Quanta saudade
Da praxe das fotos,
E os meninos, tortos
Em sobriedade!?

E o alto negócio
Ali ao balcão,
Ond’a transação
Se tinha em depósito!!

Ah, que belos tempos,
Desse “Cotton club”!
Aquilo é qu’era um Hub
Em tantos movimentos!!

Mas hoje a festa
Já não tem expressão,
E há uma consternação
Funesta…

Vai-se festejar
O aniversário,
Mas já não há erário
Pr’a se não fechar…

Joker

malta-caracas

A última ceia


O conceito familiar
É assunto muito sério,
E no Direito há critério
De s’o ajuizar.

A máxima da filiação,
E da relação nubente,
E nisso estar-se presente
Nalguma comemoração!?

Não esta incerteza
Na consagração legal,
Que tudo é natural
Nos ditames da empresa!!

Como s’o direito
A ser-se pai e mãe,
Fosse coisa aquém,
Na razão do seu efeito!?

E no vínculo legal
Há razões mais veladas,
Pr’a se levar “abadas”
Na torna do Natal!

Há decisões prementes,
De natureza informal,
Que determinam por desigual
A lei das gentes!!

É o estatuto
Da “seriedade”,
Que nos dá a propriedade
De tal usufruto!!

Pois notem o acaso
De n’ausência de pedido,
A mulher e o marido
“Darem arraso”!!?

E mesmo sem chave
Terem destino igual,
Pr’a ali fazer o Natal
Como quem sabe!!

É bom ter colegas
Que por nós velam,
E no Natal se pelam
A programar às “cegas”!

Quanta coincidência
Ali ver a parelha,
A sétima maravilha
De tal ciência!!

É tudo por optimização
Que tal acontece,
E a programação s’esquece
Da correlação!!

Tanta evidência
A tratar dos amigos,
E não há castigos
Pr’a esta incontinência?!

Temos qu’aturar
Tal desigualdade,
E a familiaridade
É o modo de planear?!

Não é a família
Qu’em si tem valor,
É o eterno favor
De quem faz vigilia!

E preocupado
Os sonda na data,
Qu’ele desempata
O qu’é programado!!

E de tão gritante
Qu’é esta ocorrência,
Tem-s’a preferência
Por caso intrigante…

Que não há justiça,
Nem sequer direito,
Pois o casal, perito,
Se quer na premissa!!

E os outros casais
Que gozem o Natal,
Onde for menos mal,
Por desiguais!!

Pois pr’a quem anseia
A equidade,
Na natividade
Faz a última ceia…

Joker

Um Natal natalício…

Feliz Natal!!


A família benfiquista
Deseja-vos um Feliz Natal,
E um feliz ano pascal
Passado em revista!

Que sejamos campeões
Como no ano passado,
E o nosso futuro, encarnado,
Na terra como nos aviões!!

É este o desejo
Desta enorme casa,
Porque tudo casa
C’as nossas ambições!!

E se institua
Num futuro próximo,
Qu’o cartão de sócio
Já nos dê a lua!!

E um Feliz Natal,
Sim, tod’os anos,
Porque nos tornámos
No maior ideal!!

E a maior instituição
Do mundo e da empresa,
E da maior esperteza
Pr’a se ser um campeão!!

Ah, gand’a benfica!
Que ninguém te segura,
E dos anos de secura
Ninguém acredita!!

É pois garantido
Já o novo ceptro,
E o caminho mais perto
Já foi percorrido!!

Venh’o ano novo,
Qu’este já foi próspero!!
Isto é tudo nosso!!
O  benfica é o povo!!!

Somos essa imensidão
De papoilas saltitantes,
Eternos gigantes
Em perpétua coroação!!

E o Rei Eusébio
Até está na aeronave,
E ao céu se abre
O seu provérbio:

Podes ser vilão,
Bêbado e violento,
Que nunca vais dentro
A não ser pr’o panteão!!

E nem é preciso
Seres sequer um Nóbel,
Porque pr’a aldeia global,
Tú estás no paraíso!

Pois essa marca benfica
Na roda da bicicleta,
É a maior descoberta
Depois da escrita!!

Então, Feliz Natal,
A todos os benfiquistas,
E às suas famílias de turistas
Ali desterrados em Natal…

Joker

É Natal! (Ninguém lev’a mal)


No período de Natal
Há sorriso e alegria,
É uma época de magia
Que ninguém lev’a ma!

Ah, isso é no carnaval?!
No Natal é a paz na Terra!
E o mundo pár’a guerra
Pr’a se tornar fraternal!

E tod’o combatente
Ou mesmo “trabalhador”,
Só exala amor
Do mais inocente!

Junta-s’a família
Ali em Natal,
Qu’é o local ideal
Pr’a celebração da homilia!

Tudo coincidências
No dedo do Senhor,
Qu’ele é só amor
Nessas “inocências”…

E Natal a Natal
Sempr’o mesmo espírito,
E o ano, onírico,
Passa-s’o igual!

Sempre o mesmo padrão
Quando nasce o Senhor,
E ao “trabalhador”
A sua compensação!!

Mata-se o perú,
Mas nunc’o Cabrito,
Porque já estava escrito
Qu’ele estava cru!!

E p’la portaria
O Cabrito sindical,
Poupa-se-lh’o Natal
Como se por magia!!

E o do menino
Qu’anda bem escondido,
Fica bem ungido
Pr’a passar o ano!

E os meninos-bem,
Os poetas, as morgadas,
As maratonistas amadas,
Aqui se têm!!

Tudo coincidências
Da optmização divina,
Pois qu’a regra cristalina
Não tem reticências…

Tudo mud’a na vida,
Diz-nos a parábola,
Mas no Natal a rábula
É extrovertida!..,

Seja por tradição,
Por coincidências do destino,
P’lo nascimento do menino,
Há comunhão!!

O meu amigo prior
Bem m’avisara,
O que no Natal se vingara
Por amor!!

Ele estava certo
No vaticinio,
Qu’até a sua santa faz tirocínio
Em planeamento aberto!!?

Mas com dias santos
No Santo Natal,
Não vá dar-se o caso, sem mal,
De ficar, portantos

Mas que bela festa,
Esta de Natal,
Qu’até o menino tal
Se resta…

E nist’o adivinho
Fomenta auditorias,
Porque das tropelias
Ele tem dedinho!!

Na queixa do menino,
Como se conhece,
A prova acontece
Pelo seu testemunho!

Qu’é fifedigno
Como s’atesta,
Na soberba que lhe resta
De ser pequenino!!

Vai nascer o menino,
Mas o mundo não muda,
E só não me sai a taluda
No mesmo destino!!

Qu’o resto prevejo
No meu templo d’Apolo,
Que neste tamanho bolo
Sobra-me o queijo!

E um saudoso adeus,
Até ao próximo ano!
E se nisto não há engano,
Cristo não é Deus!!…

Chegou o Natal,
Por antecipação,
E em todos um irmão
Com planeado igual!!?

Mas ninguém lev’a mal
Na época natalícia,
Que s’acaba a cobiça
E a corrupção plural!!

Que cheg’a harmonia
Aqui sobr’o planeta,
E escasseia-se-me a letra
Pr’a tanta alegria!!

E no período advindo
Haverá aqui justiça,
Qu’até a mulariça
Sai rindo…

Tenhamos pois fé
Que no advento de Cristo,
O mundo está mais que visto
Naquilo que é!!

Noite de paz,
Noite d’amor,
E um certo rumor
Qu’o Natal se faz…

Joker

Natal, dizem eles…

Ecumenismo


Tod’os meses acerta,
Com imensa sorte,
Ou num Nova Iorque,
Ou noutra aposta certa…

Há sempre uma viagem
Pr’aquele continente,
Pr’a trocar, inocente,
Por maior paragem!

Onde, näo interessa,
Se nisso for maior,
Porque tudo é pior
Qu’a utilização escassa…

E nisso há sempre um
Pr’a ter pr’a troca,
Porque nesta tropa
Não se faz jejum!!

É tudo à grande,
Tod’os meses,
Qu’ali nas messes
Não há quem mande!!

E s’outros têm
Pois um ao ano,
Este magano
Faz o que convém!

E faz nisso comércio
Porque os não quer,
E dá-os a quem tiver
O maior exército!’

E o alto-comando
Insiste na missão:
Dá-lhe a repetição
Como se instruendo!!?

E nisto repete
O mesmo paradigma,
E a troca é a sina
Deste grumete!?

E não há quem note
Que há “erro” no sistema?
Que pr’a ele é um anátema
O voo pr’o norte?

Porque não se divide
O “mal” pelas aldeias,
E s’acaba com as melopeias
De quem assim decide?

Vamos continuar a ver
O mesmo episódio?
E à troca do provérbio:
Mais vale parecer qu’os ter?!

Todos comemos
Gelados c’a testa,
E é isto que nos resta
Do mais ao menos…

E até o “homem sério”
Não perd’a máscara!?
E se nisto fic’a rasca
Resolvid’o mistério?

E se not’a evidência
Da sua imaculada,
E do seu amigo na jogada
Da “sobrevivência”?

Ele que salvara
A sua empresa,
D’a mesma ficar presa
No que lhe pagara!?

Porqu’os fez
Por altruísmo,
E no alto despesismo
Mais qu’uma vez!!

E s’até o morteiro
Já vai às trocas,
Ē porque das maroscas
Há registo inteiro!!

A queixa é do método,
Não dos factos,
Porque eles de tão latos,
Não batem certo!!?

E isto de “revolver”
A “vida das pessoas”,
É qu’elas por tão boas,
Nos deram de comer!!

E só não passámos fome
Pelos seus bons préstimos,
Que de tão grandes ecuménicos
Se lhes sab’o nome!

Joker